… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

25 de janeiro


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas

25 de janeiro

“Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma! Antes, estabelecemos a lei.” (Rm 3:31, ARC, Pt)

QUANDO o crente é adoptado na família de Deus, a sua relação com o velho Adão e com a lei cessa imediatamente; porquanto, então, está sob uma nova autoridade e um novo pacto. Crente, tu és um filho de Deus; o teu primeiro dever é obedecer ao teu Pai celestial. Não tens nada a ver com um espírito servil, não és um escravo, mas um filho, e agora, uma vez que és um filho amado, tu estás obrigado a obedecer ao mais insignificante desejo do teu Pai, à mais leve insinuação da Sua vontade. Ele manda-te cumprir uma ordenação sagrada? É perigoso para ti que O desatendas, porquanto desobedecerias ao teu Pai. Ele ordena-te que te pareças com Jesus? Não te alegras em fazeres isto? Diz-te Jesus: “Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos céus.” Então, não porque a lei o ordena, mas porque o teu Salvador to manda, deves esforçar-te por seres perfeito em santidade. Ele ordena aos Seus santos que se amem uns aos outros? Fá-lo, não porque a lei diga “Ama ao teu próximo”, mas porque Jesus diz: “Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos;” e este é o mandamento que Ele vos tem dado, “Que vos ameis uns aos outros.” Diz-te que distribuas pelos pobres? Fá-lo, não porque a caridade seja uma carga da qual não te atreves a esquivar-te, mas porque Jesus ensina “Dá a quem te pedir.” Diz a Bíblia “Ama a Deus com todo o teu coração”? Considera o mandamento e replica, “Ah!, mandamento, Cristo já te cumpriu—portanto, eu não tenho necessidade de te cumprir para a minha salvação, mas eu regozijo-me em obedecer-te porque Deus agora é meu Pai e tem um direito sobre mim, que eu não quero discutir.” Que o Espírito Santo faça o teu coração obediente ao constrangedor poder do amor de Cristo, para que a tua petição possa ser: “Faze-me andar na vereda dos teus mandamentos, porque nela tenho prazer.” A graça é a mãe e a aia da santidade e não a defensora do pecado.




Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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