… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 28 de janeiro de 2017

28 de janeiro

William MacDonald 
Um dia de cada vez”

28 de janeiro
“Aquele que crer não se apresse.” (Is 28:16, ACF, Pt)

A nossa era, caracterizada pelas viagens supersónicas e pelas comunicações de alta velocidade, tem como contra-senha a pressa. Contudo, quando lemos a Bíblia descobrimos que Deus rara vez se apressa. Rara vez, digo, porque há um exemplo onde o pai corre para encontrar-se com o seu filho pródigo que retorna, sugerindo que Deus Se apressa a perdoar. Mas de maneira geral, Deus nunca tem pressa.

Quando David disse: “porque o negócio do rei era apressado” (1Sm 21:8, ACF, Pt), usou de um subterfúgio, e não devemos valermos destas palavras para justificar o nosso frenético correr daqui para lá.

O nosso texto ensina-nos uma verdade muito simples: se confiarmos de facto no Senhor, não devemos ter pressa. A urgência da nossa tarefa pode levar-se melhor a cabo se caminharmos tranquilamente no Espírito do que pelo frenesi da actividade carnal.

Um jovem tem pressa para casar-se. Supõe que se não actuar rapidamente, alguém mais poderia ficar-lhe com a rapariga. A verdade é que se Deus quiser que essa rapariga seja para ele, ninguém mais poderá tê-la. Se ela não for a eleição de Deus, então ele terá de aprendê-lo pelo caminho mais difícil: “casa-te depressa; arrependa-te pouco a pouco.”

Outro apressa-se a deixar o seu trabalho e ir servir o Senhor, como se costuma a dizer, “a tempo integral.” Argumenta que o mundo está perecendo e que não pode esperar. Porém, Jesus não actuou assim durante os trinta anos que passou em Nazaré. Esperou até que Deus O chamou para o ministério público.

Muito frequentemente temos pressa na nossa evangelização pessoal. Estamos tão ansiosos por acumular conversões que arrancamos o fruto antes de que este amadureça. Falhamos ao não permitir que o Espírito Santo convença cabalmente a pessoa do pecado. O resultado deste método é um rasto de falsas conversões e de escombros humanos. Devemos deixar que: “Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita”, para que sejamos perfeitos (Tg 1:4, ARC, Pt).

A verdadeira eficácia da nossa vida está não em corrermos loucamente em projetos e missões que nós mesmos nos designamos, mas antes em ter parte naquela actividade que o Espírito dirige, e esperar pacientemente aquela que o Senhor determine.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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