… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 29 de janeiro de 2017

29 de janeiro



William MacDonald

Um dia de cada vez

29 de janeiro

Sim, ó Pai, porque assim te aprouve.” (Mt 11:26, ARC, Pt)

Na vida de quase todos nós, há coisas que nunca teríamos escolhido e das quais gostaríamos de nos desfazer delas, mas que jamais as poderemos modificar. Por exemplo, os impedimentos físicos ou as anormalidades. Pode tratar-se de uma enfermidade crónica ou terminal que jamais nos deixará. Ou pode ser uma desordem nervosa ou emocional que persiste como convidado inoportuno.



Muitos vivem vistas derrotadas, sonhando somente no que poderiam ter sido e que nunca foram. Se apenas tivessem sido um bocadinho mais altos!... Se tão somente tivessem uma aparência melhor!... Se somente tivessem nascido numa família diferente ou fossem de outra raça ou sexo... Se só tivessem um corpo constituído para sobressair no atletismo! Se unicamente pudessem ter boa saúde...



A lição que tais pessoas devem aprender é que podem encontrar a paz se aceitarem o que não podem modificar. Somos o que somos pela graça de Deus. Ele planeou as nossas vidas com amor infinito e infinita sabedoria. Se pudéssemos ver as coisas como Ele as vê, tê-las-íamos ordenado exatamente como Ele o fez. Portanto, devemos dizer: “Sim, ó Pai, porque assim te aprouve.”



Porém devemos avançar mais um passo. Não temos de aceitar estas coisas com um espírito de humilde resignação. Se soubermos que foram permitidas por um Deus de amor, podemos fazer delas causa de louvor e de regozijo. Paulo orou três vezes para que o aguilhão na sua carne lhe fosse tirado. Quando o Senhor lhe prometeu graça para suportá-lo, o apóstolo exclamou: “De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.(2Co 12:9, ARC, Pt)



É um sinal de maturidade espiritual que possamos regozijar-nos nas circunstâncias aparentemente adversas da vida, e que as usemos como um meio para glorificar a Deus. Fanny Crosby aprendeu a lição cedo na sua vida. Quando tinha tão somente oito anos, a poetisa cega escreveu:



Oh, que menina tão feliz eu sou

Ainda que não posso ver!

Resolvi que no mundo

Contente viverei.

Quantas bênçãos tenho eu,

Que outros não podem desfrutar!

Assim que, por ser cega, chorar ou suspirar

Não posso, nem o farei!




Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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