… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 29 de janeiro de 2017

29 de janeiro



C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas

29 de janeiro
“E a pomba voltou a ele sobre a tarde.” (Gn 8:11, ARC, Pt)


Bendito seja o Senhor por mais outro dia de graça, ainda que eu esteja agora fatigado com os seus afãs. Ao preservador dos homens elevo o meu canto de gratidão. A pomba não achou descanso fora da arca e, por essa razão, voltou para ela; e a minha alma ficou a saber ainda mais completamente que nunca, neste dia, que não há satisfação nas coisas terrestres. Só Deus pode dar descanso ao meu espírito. Os meus negócios, as minhas posses, a minha família, os meus conhecimentos, tudo está bem no seu lugar, mas essas coisas não podem satisfazer os desejos da minha natureza imortal. “Volta, minha alma, a teu repouso, pois o SENHOR te fez bem.” Foi na hora de repouso, quando as portas do dia se fechavam, que, com as asas fatigadas, a pomba voltou para o seu dono. Oh, Senhor, capacita-me esta noite a voltar para Jesus. A pomba não podia aguentar pairando toda a noite sobre as turbulentas águas; do mesmo modo, nem eu consigo estar, afastado de Jesus, durante uma hora mais, o descanso do meu coração, o lar do meu espírito. A pomba não pousou meramente sobre o teto da arca, mas “voltou a ele.” Ainda assim o meu ansioso espírito quisesse considerar, sem a menor dúvida, o segredo do SENHOR, penetrar no interior da verdade, entrar dentro do véu e chegar ao meu Amado. Devo voltar a Jesus: o meu anelante espírito só ficará satisfeito com uma comunhão muito íntima e amorosa com Ele. Bendito Jesus, fica comigo, revela-Te e permanece comigo toda a noite, de sorte que, quando despertar, eu possa estar ainda Contigo. Observo que a pomba trazia no seu bico uma folha de oliveira, uma lembrança dos dias passados e uma profecia dos dias futuros. Não tenho eu alguma lembrança agradável para trazer à memória? Nenhum compromisso sério e de bondade ainda por vir? Sim, Meu senhor, eu apresento-Te o meu agradecido reconhecimento pelas Tuas deleitosas mercês que tens renovado todas as manhãs e repetido todas as tardes; e agora, rogo-Te que estendas a Tua mão e ponhas a tua pomba no Teu peito.



Tradução de Carlos António da Rocha

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