… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

3 de janeiro



William MacDonald
Um dia de cada vez

3 de janeiro

“Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a recta justiça.” (Jo 7:24, ARC, Pt)

Uma das debilidades mais profundamente arraigadas da humanidade caída é a tendência persistente para julgar segundo a aparência. Julgamos uma pessoa pelo que vemos. Julgamos um automóvel usado pela chapa. Julgamos um livro pela sua capa. Decepcionamo-nos, e apesar de acontecer tantas vezes que até ficamos desiludidos, teimosamente recusamos aprender que “nem tudo o que reluz é ouro.”



No seu livro “Hide or Seek”, James Dobson [i] diz que a beleza física é o atributo pessoal que mais valorizamos na nossa cultura. Fizemos dela o que chama: “a moeda de ouro do valor humano”. Assim resulta que um menino formoso se veja mais favorecido pelos adultos do que um vulgar e normal. Os professores tendem a dar melhores notas aos meninos atractivos. Disciplina-se menos os meninos bonitos que aos demais. Os meninos de aspecto mais simples estão mais sujeitos a serem culpados pela sua má conduta.



Samuel teria escolhido ao alto e bonito Eliab para ser rei (1Sm 16:7), mas o Senhor corrigiu-o: “Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração.” (1Sm 16:7, ARC, Pt)



Na história, o caso mais grave de um julgamento equivocado ocorreu quando o Senhor Jesus visitou o nosso planeta. Aparentemente não era atractivo quanto à Sua aparência física. “Não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos.” (Is 53:2, ARC, Pt) “ Não conseguiram ver beleza na única Pessoa verdadeiramente formosa que jamais tem existido!



Contudo, Ele mesmo nunca caiu na armadilha terrível de julgar segundo a aparência, porque antes da Sua vinda havia-se profetizado dEle: “Não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos.” (Is 11:3, ARC, Pt) Na Sua opinião, não é o rosto o que conta, mas o carácter. Não é a capa, mas o conteúdo. Não é o físico, mas o espiritual.




[i] Clayton James “Jim” Dobson, Jr. (nascido em 21 de abril de 1936) é um americano cristão evangélico autor e fundador da Focus on the Family (FOTF), uma organização sem fins lucrativos fundada em 1977 e à qual ele também presidiu até 2003. Dobson nunca recebeu um salário da organização, ainda que ele a tenha utilizado para promover os seus livros e publicações, recebendo os seus direitos de autor das vendas realizadas noutros locais. Como parte do seu papel na organização, que produz “Focus on the Family”, um programa diário de rádio e de televisão que, de acordo com a organização é transmitido em mais de uma dezena de línguas e em mais de 7000 estações radiofónicas no mundo inteiro, e é ouvido diariamente por mais de 220 milhões de pessoas em 164 países. “Focus on the Family” é igualmente realizada e emitida por cerca de sessenta estações de televisão por dia nos Estados Unidos. Ele fundou também o “Family Research Council”, em 1981. Ele é um cristão evangélico com opiniões conservadoras sobre teologia e política. Ele tem sido referido como o “mais influente líder evangélico da nação” pelo Times e o Slate (uma revista) compara-o como o sucessor de líderes evangélicos como Billy Graham, Jerry Falwell, e Pat Robertson.

Notas e Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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