… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

30 de janeiro




William MacDonald

Um dia de cada vez

30 de janeiro
“De graça recebestes, de graça dai.” (Mt 10:8, ARC, Pt)

Fritz Kreisler, um dos melhores violinistas do mundo disse: “Nasci com a música no meu interior, conheci as partituras musicais instintivamente antes de que aprendesse o ABC. Foi um dom da Providência e não algo que adquiri por minha própria conta. Assim, nem mesmo mereço sequer que me agradeçam pela música... A música é muito sagrada para vendê-la. Os preços ultrajantes que as celebridades musicais cobram hoje são verdadeiramente um crime contra a sociedade”.

Estas são palavras que cada um que trabalha na obra cristã deveria tomar muito a peito. O ministério cristão consiste em dar, não em receber. A questão não é: “O que há aqui para mim?”, mas pelo contrário: “Como posso dar a conhecer melhor a mensagem do Senhor Jesus a um maior número?” No serviço de Cristo, é muito melhor que as coisas custem em vez de terem de ser pagas.

É verdade que: “O obreiro é digno de seu salário” (Lc 10:7), e que: “os que anunciam o Evangelho, que vivam do Evangelho” (1Co 9:14). Mas isto não justifica que um homem ponha preço ao seu dom ou que cobre honorários excessivos por falar ou cantar em diversas cerimónias. Nada justifica cobrar direitos exorbitantes pela utilização de hinos.

Simão, o mago, queria comprar o poder de dar o Espírito Santo a outros (At 8:19). Não há dúvida que viu isto como um modo de ganhar dinheiro para si mesmo. Do seu nome e pela sua acção se deriva a nossa palavra “simonia”, que significa comprar ou vender privilégios religiosos. Não é exagerado dizer que o mundo religioso de hoje em dia está infestado de simonia.

Se o dinheiro pudesse, de algum jeito, eliminar-se da assim chamada obra cristã, muito disto se deteria imediatamente. Porém, ainda restariam servos fiéis do Senhor que prosseguiriam até esgotar o último pingo da sua força.

Recebemos de graça; devemos dar de graça. Quanto mais dermos, maior será a bênção, e maior a recompensa, “boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão.”

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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