… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

30 de janeiro



C. H. Spurgeon 

Leituras Vespertinas

30 de janeiro
“Nele, digo, em quem, também, fomos feitos herança.” (Ef 1:11, ARC, Pt)

QUANDO Jesus Se deu a Si mesmo por nós, deu-nos todos os Seus direitos e privilégios, de modo que, ainda como eterno Deus, tem direitos essenciais que nenhuma criatura pode aventurar-se a afirmar, contudo, como Jesus, o Mediador, a Cabeça representativa do pacto de graça, tem uma herança comum connosco. Todas as gloriosas consequências da Sua obediência até a morte são possessões comuns de todos os que estão nEle, em cujo benefício Ele cumpriu a divina vontade. Olha, Ele entra na glória, mas não só para Si mesmo, pois está escrito: “onde Jesus, nosso Precursor, entrou por nós.” Hb 6:20. Está na presença de Deus? Sim, está “para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus.” Hb 9:24. Considera isto, crente. Em ti mesmo não tens direito para ir para o Céu: o teu direito está em Cristo. Se estás perdoado é através do Seu sangue; se estás justificado é através da Sua justiça; se está santificado é porque Ele te é feito por Deus santificação; se permaneces sem cair é porque estás preservado em Cristo Jesus; e se és perfeito, finalmente, será porque estás completo nEle. Deste modo Jesus é magnificado, pois tudo existe nEle e por Ele; assim a herança nos está assegurada, porque a obtivemos nEle; assim as bênçãos são mais ricas e o próprio Céu é mais resplandecente, porque é em Jesus, o nosso Amado “em Quem” obtivemos tudo. Onde está o homem que poderá calcular a nossa divina porção? Pesa as riquezas e os tesouros de Cristo em balanças se puderes; e então tenta calcular os tesouros que pertencem aos santos. Chega ao fundo do mar de gozo que há em Cristo, e então poderás ter esperança de compreender a glória que Deus preparou para os que O amam. Salta, se puderes, por cima dos limites das possessões de Cristo e então sonha em pores um limite à formosa herança dos escolhidos. “Tudo é vosso, e vós, de Cristo, e Cristo, de Deus.”



Tradução de Carlos António da Rocha

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