… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

31 de janeiro




C. H. Spurgeon

Leituras Matutinas

31 de janeiro
“O SENHOR, JUSTIÇA NOSSA.” (Jr 23:6, ARC, Pt)

Sempre o Cristão experimentará grande calma, quietude, alívio e paz ao pensar na perfeita justiça de Cristo. Quão frequentemente os santos de Deus se acham abatidos e tristes! Todavia, não devia ser assim. Creio que não se achariam abatidos se tivessem presente a perfeição que possuem em Cristo. Há alguns que sempre estão falando da corrupção, da depravação do coração e da inata maldade da alma. Isto é muito certo, mas por que não ir um passo mais adiante e recordar que somos “perfeitos em Cristo Jesus”? É não é de admirar que aqueles que se detêm a considerar a sua própria corrupção, mostrem tal aspecto de abatimento, mas, de facto, se recordarmos que “Cristo é feito para nós justiça”, estaremos de bom ânimo. Ainda que a angústia me aflija, embora Satã me assalte, ainda que haja muitas coisas que tenha de sofrer antes de chegar ao Céu, no pacto da graça tudo isso foi cumprido a meu favor; não há nada que falte a meu Senhor. Cristo fez tudo. Na Cruz Ele disse: “Está consumado!”, e se está consumado, então eu estou completo nEle e posso regozijar-me com gozo inefável e cheio de satisfação, “não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé.” Não achareis deste lado do céu gente mais santa do que aquela que recebe em seus corações a doutrina da justiça de Cristo. Quando o crente diz: “Eu vivo só em Cristo, confio para minha salvação unicamente nEle, e creio que, embora indigno, sou, todavia, salvo em Jesus”, então vem este pensamento como um motivo de gratidão: “Não viverei para Cristo? Não O amarei e O servirei, visto que sou salvo pelos Seus méritos?” “O amor de Cristo nos constrange.” “Os que vivem não vivam mais para si, mas para Aquele que por eles morreu.” Se formos salvos pela justiça imputada prezaremos muito a justiça dada.





Tradução de Carlos António da Rocha

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