… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

5 de janeiro

William MacDonald
Um dia de cada vez
5 de janeiro

“Muito é o povo que está contigo...” (Jz 7:2, ARC, Pt)

Cada um de nós tem um desejo subtil pelos números e uma tendência a julgar o êxito pelas estatísticas. Há um certo desprezo em torno dos grupos pequenos, enquanto que os grupos grandes demandam atenção e respeito. Qual deve ser a nossa atitude nesta área?



Os grupos numerosos não devem menosprezar-se se forem o fruto da obra do Espírito Santo. Este foi o caso no Pentecostes quando quase três mil almas entraram no reino de Deus.



Devemos regozijar-nos pelos grupos numerosos se é que significam glória para Deus e bênção para a humanidade. Devemos desejar ver grandes multidões que elevem os seus corações e vozes em louvor a Deus, alcançando o mundo com a mensagem da redenção.



Por outro lado, os grupos numerosos são maus se conduzirem à altivez ou à soberba. Deus teve de reduzir o exército de Gedeão para que Israel não dissesse: “A minha mão me livrou.” (Jz 7:2, ACF). E. Stanley Jones disse uma vez que se sentia resistente à nossa “pugna contemporânea pelas multidões que conduz, como acontece, a um egotismo colectivo”.



Os grupos grandes são maus se nos fazem depender do poder humano e não do poder do Senhor. Provavelmente este foi o problema com o censo que levantou David (2 Sm 24:2-4). Joab percebia que os motivos do rei não eram puros e protestou, mas em vão.



As congregações grandes são indesejáveis se, para consegui-los, baixamos o nível, comprometemos princípios Escriturais, suavizamos a mensagem ou falhamos em exercitar a Santa disciplina. Sempre existe a tentação de fazer isto, se pomos o olhar nas multidões, em vez de pô-la no Senhor.



Os grupos grandes são menos que ideais se deles se deriva uma perda de comunhão íntima entre uns e outros. Quando os indivíduos se esfumam entre as multidões, quando estão ausentes e não se lhes sente a falta, quando ninguém compartilha os seus gozos e penas, então abandonamos o conceito total de vida corporativa.



Os grupos numerosos são maus se afogam o desenvolvimento dos dons no corpo. É muito significativo que Jesus escolhesse 12 discípulos. Uma enorme multidão teria sido difícil de manejar.



A regra geral de Deus foi trabalhar por meio do testemunho de um remanescente. Não O atraem as grandes multidões nem rechaça as pequenas. Não devemos jactar-nos das grandes membresias, mas tampouco devemos contentar-nos com minorias se estas são o resultado de nossa preguiça e indiferença.


Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: