… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

6 de janeiro

William MacDonald
Um dia de cada vez
6 de janeiro

“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum...” (Rm 7:18, ARC, Pt)

Se um jovem crente aprender esta lição no começo da sua vida cristã, evitar-se-á depois um mundo de problemas. A Bíblia ensina-nos que NÃO HÁ NADA DE BOM na nossa natureza velha, má e não regenerada. Esta não melhora rigorosamente nada quando nos convertemos. Tampouco muda depois de muitos anos de vida cristã consistente. De facto, Deus não está tratando de melhorá-la. Condenou-a à morte na Cruz e deseja que a mantenhamos nessa condição.



Se, na verdade, creio isto, libertar-me-á de uma busca inútil. Não procurarei algo bom onde Deus já tem dito que não existe. Libertar-me-á da decepção de não encontrar nada bom no meu interior, sabendo, em primeiro lugar, que não o há.



Libertar-me-á da introspecção. Devo começar com a premissa de que no “eu” não há vitória. De facto, ocupar-me de mim mesmo é um presságio de derrota.



Guardar-me-á do engano de conselhos psicológicos e psiquiátricos que enfocam tudo no “eu”. Semelhantes “terapias” somente agravam o problema em vez de o resolver.



Ensinar-me-á a ocupar-me no Senhor Jesus. Robert Murray McCheyne dizia, “por cada vez que olhas para o ‘eu’, olha dez vezes para Cristo.” Este é um bom equilíbrio! Alguém disse que até um “eu” santificado é um pobre substituto para um Cristo glorificado. E um hino diz: “Quão doce é fugir do eu e refugiar-se no Salvador”.



É muito comum, na pregação moderna e nos livros cristãos recentes, levar-se as pessoas a uma bebedeira introspectiva, ocupando-as com os seus temperamentos, as suas próprias imagens, os seus temores e inibições. O movimento, na sua totalidade, é uma trágica perda de equilíbrio e deixa atrás de si uma esteira de escombros humanos.



“Sou demasiado mau para ser digno de pensar em mim mesmo; o que desejo é esquecer-me de mim e olhar para Deus, o qual é que é digno de todos os meus pensamentos.”




Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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