… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 7 de janeiro de 2017

7 de janeiro


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
7 de janeiro
“Minha irmã, esposa minha.” (Ct 4:12, ARC, Pt)

OBSERVA os títulos delicados com que o Salomão celestial, com afecto intenso, Se dirige à Sua esposa, que é a Igreja. Minha irmã, uma das minhas familiares pelos vínculos naturais, participante das mesmas simpatias. Minha esposa, a mais íntima e a mais querida, unida a Mim pelos muito ternos laços do amor; Minha doce companheira, parte do Meu próprio ser. Minha irmã, pela Minha Encarnação, a qual Me faz carne da tua carne e osso do teu osso; Minha esposa, pelos esponsais celestiais, nos quais te hei desposado Comigo em equidade. Minha irmã, a quem conheço da antiguidade e a quem vigio desde o princípio da sua infância; Minha esposa, tomada de entre as filhas, recebida com os braços do amor e Minha prometida para sempre. Olha quanto é verdadeiro que o nosso Parente real não se envergonha de nós, pois Ele vive com manifesto deleite esta relação de duas partes. Nós temos a palavra “minha” duas vezes no versículo da nossa tradução (da Bíblia), como se Cristo vivesse em êxtase em consequência da Sua posse da Sua Igreja. “As Suas delícias são com os filhos dos homens,” porque eles são os Seus escolhidos. Ele, o Pastor, procurou as ovelhas, porque eram as Suas ovelhas. “O Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”, porque o que se havia perdido era dEle antes que se houvesse perdido. A Igreja é a exclusiva porção do seu Senhor; nenhuma outra pessoa pode exigir uma parceria, ou ter pretensões a compartilhar do seu amor. Jesus, a Tua Igreja deleita-se de que seja assim! Permite que cada crente beba consolação destas fontes. Alma! Cristo é teu íntimo pelos laços do parentesco. Cristo é de ti querido pelos laços da união matrimonial, e tu és querido dEle. Vede, Ele segura fortemente as tuas mãos nas Suas, e diz-te: “Minha irmã, esposa minha.” Observa os dois sagrados suportes pelos quais o Senhor te tem duplamente agarrada, pelo que Ele não pode nem quer jamais deixar-te ir. Oh, Amado, não demores em retornar ao santificado namoro do seu amor.




Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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