… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

31 de janeiro



William MacDonald
Um dia de cada vez
31 de janeiro

“Não julgueis, para que não sejais julgados.” (Mt 7:1, ARC, Pt)

Aqueles que conhecem um pouco mais da Bíblia, conhecem este versículo e alguns usam-no de um modo muito capcioso. Inclusivamente quando se critica uma pessoa pela sua enorme maldade, estas pessoas piedosamente gorjeiam: “Não julgueis, para que não sejais julgados”. Por outras palavras, utilizam este versículo para evitar que se condene o mal.

Contudo, ainda que há áreas nas quais não devemos julgar, há outras nas quais se nos manda expressamente fazê-lo.


Há alguns âmbitos aonde não se deve julgar. Por exemplo, não devemos julgar os motivos das pessoas; não somos omniscientes, e nem sempre podemos saber porque fazem o que fazem. Não devemos julgar o serviço de outro crente; para o seu próprio Mestre está em pé ou cai. Não devemos condenar aqueles que são escrupulosos ou meticulosos a respeito de coisas que são neutras moralmente; mas para eles seria mau violar as suas consciências. Não devemos julgar pelas aparências ou fazer acepção de pessoas; o que há no coração é o que conta. E certamente devemos evitar um espírito crítico e severo; uma pessoa que habitualmente procura defeitos nos outros representa uma pobre publicidade para a fé cristã.



Mas há outras áreas onde nos é mandado julgar. Devemos julgar todo o ensino para ver se está de acordo com as Escrituras. Temos de julgar se outros são crentes verdadeiros, para não nos unirmos em jugo desigual. Os Cristãos devem julgar disputas entre crentes em vez de permitir que vão aos tribunais civis. A igreja local deve julgar em casos de formas extremas de pecado e cortar da comunhão o ofensor culpado. Os crentes da igreja devem julgar que homens reúnem os requisitos bíblicos para ser anciãos ou diáconos.



Deus não espera que desprezemos a nossa faculdade crítica ou abandonemos os valores morais e espirituais. Tudo o que pede é que nos abstenhamos de julgar onde não devemos e que julguemos justamente onde nos é mando fazê-lo.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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