… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 11 de fevereiro de 2017

11 de fevereiro



C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
11 de fevereiro

“Deixaste o teu primeiro amor.” (Ap 2:4, ARC, Pt)

DEVE ser sempre recordada aquela hora, a melhor e a mais brilhante de todas elas, quando pela primeira vez vimos o Senhor, soltamos a nossa carga, recebemos o rolo da promessa, gozamo-nos na completa salvação e prosseguimos o nosso caminho em paz. Foi aquela a hora de primavera para a nossa alma; o inverno havia passado. Os ruídos dos trovões do Sinai haviam cessado, a cintilação dos seus relâmpagos não se viam mais. Deus estava reconciliado; a lei não ameaçava mais com vingança, a justiça não exigia castigo. Então as flores apareceram no nosso coração; esperança, amor, paz e paciência brotaram da relva. O jacinto do arrependimento, a campainha da santidade, o açafrão da áurea fé, o narciso do primeiro amor, todos adornavam o jardim da alma. O tempo do canto dos pássaros tinha chegado e nos regozijámos com ação de graças; magnificámos o santo nome do nosso Deus clemente, e a nossa resolução foi esta: “Senhor, eu sou Teu, inteiramente Teu; tudo o que sou e tudo o que tenho queria-o consagrar a Ti. Tu me compraste com o Teu sangue; permite-me, pois, que me gaste e seja consumido no Teu serviço. Consagro-me a Ti, tanto na vida como na morte.” Como temos cumprido esta resolução? O nosso amor tem ardido com santa chama de consagração a Jesus. Arde agora? Não pode Jesus dizer-nos com razão: “Tenho contra ti que deixaste o teu primeiro amor”? Ai! Quão pouco temos feito pela glória do nosso Senhor. O nosso inverno tem durado muito. Estamos tão frios como o gelo, quando deveríamos sentir o calor do verão e dar flores sagradas. Damos a Deus ‘pences’ quando Ele merece libras de oro, sim, merece o sangue do nosso coração para ser cunhado no serviço de Sua igreja, e da Sua verdade. Continuaremos assim? Oh! Senhor, depois que Tu nos tens abençoado tão ricamente, seremos ingratos e chegaremos a ser indiferentes para com Tua boa causa e obra? Oh, aviva-nos para que possamos voltar para o nosso primeiro amor e fazer as primeiras obras! Envia-nos uma benéfica primavera, oh, Sol de Justiça!



Tradução de Carlos António da Rocha

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