… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

14 de fevereiro



C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas

14 de fevereiro
“Como logo sarara.” (Lc 8:47, ARC, Pt)

TEMOS esta noite diante de nós um dos milagres mais comovedores e instrutivos do Salvador. A mulher era muito ignorante. Imaginou que tinha saído virtude de Cristo naturalmente, sem o Seu conhecimento ou imediata vontade. Por outro lado, ela desconhecia a generosidade do caráter de Jesus, se não ela não teria ido por detrás dEle para roubar-Lhe a cura que Ele estava pronto a dar-lhe. A miséria devia colocar-se sempre diante da misericórdia. Se a mulher tivesse conhecido o amor do coração de Jesus, ela haveria dito: “Só tenho de pôr-me onde Ele me possa ver. A Sua omnisciência fá-Lo-á conhecer o meu caso, e o Seu amor obrará em seguida a minha cura.” Admiramos a sua fé, mas maravilhamo-nos da sua ignorância. Depois dela ter obtido a cura, regozijou-se com tremor; estava alegre, porque a divina virtude tinha obrado nela uma maravilha; mas temeu que Cristo lhe tirasse a bênção e lhe negasse a Sua graça. Conhecia pouco a plenitude do Seu amor! Nós não temos um conceito tão claro dEle como deveríamos almejar. Não conhecemos as alturas e as profundidades do Seu amor, mas sabemos, com segurança, que Ele é demasiado bom para tirar de uma alma tremente o dom que ela obteve. Mas aqui está a maravilha; ainda que o seu conhecimento era limitado, a sua fé, porque era fé verdadeira, salvou-a, e salvou-a imediatamente. Não houve uma demora tediosa; o milagre da fé foi instantâneo. Se temos fé, como um grão de mostarda, então a salvação é a nossa possessão presente e eterna. Admitindo que na lista dos filhos de Deus estejamos inscritos como os mais débeis da Sua família, todavia, sendo herdeiros pela fé, nenhum poder humano ou diabólico pode privar-nos da salvação. Mesmo que não possamos tomar nos braços o Senhor como fez Simeão, ainda que não nos atrevamos a reclinar as nossas cabeças em Seu seio como João, contudo, se nos aventurarmos a irmos atrás dEle e tocar-Lhe a orla dos Seus vestidos, seremos eternamente sãos. Coragem, tímido! A tua fé te salvou; vai em paz. “Sendo justificados pela fé, temos paz com Deus.”



Tradução de Carlos António da Rocha

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