… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

15 de fevereiro



William MacDonald
Um dia de cada vez
15 de fevereiro

“Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás.” (Ec 11:1, ARC, Pt)

Aqui provavelmente o pão refere-se, de forma figurada, ao grão do que está feito. No Egipto, a semente semeava-se em áreas inundadas. Quando as águas retrocediam, a colheita aparecia, embora isto não acontecia de um dia para outro. A colheita vinha: “depois de muitos dias.”



Na actualidade vivemos numa sociedade “instantânea” que busca resultados instantâneos. Temos puré de batata instantâneo, chá e café instantâneos, cacau, sopa e aveia instantâneas. Também temos crédito instantâneo no banco, e repetições de vídeo instantâneo na televisão.



Mas não acontece assim na vida nem no serviço cristão. As nossas bondades não são recompensadas imediatamente. Do mesmo modo, as nossas orações nem sempre são respondidas com urgência e o serviço não produz resultados instantâneos.



A Bíblia utiliza repetidamente o ciclo agrícola para ilustrar o serviço espiritual. “O semeador saiu a semear...”, “Eu plantei, Apolos regou; mas Deus deu o crescimento.” “Primeiro o caule, logo a espiga, depois grão abundante na espiga.” É um processo gradual que se estende por um período de tempo. A aboboreira cresce mais rapidamente do que uma azinheira, e, entretanto, aquela também leva o seu tempo a crescer.



Portanto, esperar resultados instantâneos das nossas obras de bondade é enganoso. Esperar sempre ter respostas imediatas à oração é sinal de imaturidade. É uma imprudência pressionar a uma pessoa que pela primeira vez escuta o Evangelho para que tome uma decisão. A ordem na experiência normal é dar, orar e servir incansavelmente por um prolongado período de tempo, com a confiança de que o nosso trabalho no Senhor nunca é em vão. Posteriormente vemos resultados, não para nos incharmos de orgulho, mas para nos animar a seguir adiante. O resultado completo não será conhecido até que cheguemos ao Céu, que é, depois de tudo, o sítio melhor e o mais seguro para ver o fruto dos nossos labores.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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