… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

15 de fevereiro


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
15 de fevereiro
“De onde te alegram.” (Sl 45:8, ARC, Pt)

E QUEM tem o privilégio de alegrar o Salvador? A Sua Igreja, o Seu povo. Mas, é isto possível? Ele alegrou-nos a nós, mas, como podemos nós alegrá-Lo a Ele? Pelo nosso amor. Ai! O nosso amor é tão frio e tão débil. Porém, para Cristo é muito agradável. Ouve o elogio que ele faz desse amor no Cântico áureo: “Que belos são os teus amores, Minha irmã, esposa Minha! Quanto melhor é o teu amor do que o vinho!” Vê, coração amoroso, como Ele Se deleita em ti! Quando reclinas a tua cabeça no Seu peito, não só recebes gozo, mas também lho dás a Ele; quando contemplas com amor a Sua gloriosa face, não só obténs consolo, mas também repartes deleite. O nosso louvor também Lhe dá gozo, não o louvor dos lábios, mas a melodia da profunda gratidão do coração. Os nossos dons também Lhe são muito agradáveis. Ele sente prazer também quando nos vê pôr o nosso tempo, os nossos talentos e os nossos bens sobre o Seu altar, não pelo valor do que damos, mas sim pelo móbil que o origina. Para Ele a modesta oferenda dos Seus santos é mais aceitável do que os milhares de ouro e prata. A santidade é para Ele como o incenso e a mirra. Perdoa aos teus inimigos e alegrarás Cristo; dá dos teus bens aos pobres, e Ele regozija-Se; sê um meio para a salvação de almas, e far-Lhe-ás ver o fruto dos Seus trabalhos; proclama o Seu Evangelho e serás para Ele um aroma de suavidade; vai aos ignorantes e levanta o estandarte da cruz, e honrá-Lo-ás. Ainda podes quebrar o alabastro de unguento e derramar sobre a Sua cabeça o precioso óleo de alegria, como o fez a mulher da antiguidade, cuja lembrança se faz presente até ao dia de hoje onde quer que o Evangelho é pregado. Então, mostrar-te-ás negligente? Não queres perfumar o teu amado Senhor com a mirra, o óleo e a cassia do louvor do teu coração? Sim, palácios de marfim, vós ouvireis os cânticos dos santos!



Tradução de Carlos António da Rocha

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