… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

17 de fevereiro



William MacDonald
Um dia de cada vez
17 de fevereiro

“Na angústia me deste largueza.” (Sl 4:1, ARC, Pt)

É verdade que “os mares tranquilos nunca fazem um marinho.” A tribulação é o meio adequado no qual se desenvolve a paciência; as pressões da vida alargam o coração.

Até os homens do mundo sabem que as dificuldades têm valores formativos, que ampliam os nossos horizontes. Charles Kettering disse uma vez: “Os problemas são o preço do progresso. Não me tragam outra coisa a não ser problemas. As boas notícias debilitam-me.”

Ninguém há como os cristãos para atestar dos enormes benefícios que provêm das tribulações.

Lemos por exemplo: “Os sofrimentos passam, mas ter sofrido permanece pela eternidade.”

O poeta confirma o dito, com as suas palavras:

E um trovador enlevado, de entre os filhos da luz
Dirá da sua música deliciosa: “De noite a aprendi”;
E o cântico ondulante que satura do Pai a mansão
Ensaia, entre soluços, na sombra de uma escura habitação.

Spurgeon escreveu no seu estilo inimitável: “Duvido que toda a graça que obtive nos meus tempos fáceis e cómodos e das horas felizes pudesse valer quase um caminho. Mas, o bem que obtive das minhas penas, dores e pesares é completamente incalculável. O que não devo eu ao martelo e a lima? A aflição é a melhor peça de mobiliário de minha casa.”

E contudo, por que nos surpreendemos? Não nos diz o escritor anónimo da carta aos Hebreus: “E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça, nos exercitados por ela.”? (Hb 12:11, ARC, Pt).





Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: