… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

17 de fevereiro



C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
17 de fevereiro

“E habitava Isaac junto ao poço Laai-roi.” (Gn 25:11, ARC, Pt)

ALI, Agar achou uma vez salvamento da sua prova, e Ismael bebeu das águas que tão graciosamente lhe mostrou o Deus que vive e que vê os filhos dos homens. Mas esta foi uma visita meramente casual, como as que fazem os mundanos ao Senhor em tempo de necessidade e para seu próprio proveito. Clamam-Lhe na aflição, mas abandonam-nO na prosperidade. Isaac habitou ali, e o poço do Deus que vive e que tudo vê, foi a sua constante fonte de provisão. O sentido habitual da vida do homem e o lugar onde a sua alma constantemente habita, constituem a verdadeira pedra de toque do seu estado espiritual. Talvez a graça providencial experimentada por Agar impressionasse a mente de Isaac e o conduzisse a reverenciar aquele lugar. O seu nome místico ganhou o seu carinho. As frequentes meditações que Isaac fazia junto da boca deste poço, ao cair da noite, fizeram com que ele se familiarizasse com este lugar. O encontro que nesse lugar tinha tido com Rebeca fez com o que seu espírito se sentisse cómodo ali. Mas, foi especialmente o facto de ali ter gozado de íntima comunhão com o Deus vivente o que fez com que Isaac escolhesse esse lugar santificado para sua habitação. Aprendamos a viver na presença do Deus vivo. Oremos para que neste dia e em todos os dias possam experimentar esta verdade: “Tu és Deus que me vê.” Que o Senhor seja para nós como um poço delicioso, confortante, seguro, que salte para a vida eterna. As garrafas das criaturas rompem-se e esgotam-se, mas o poço do Criador nunca falha. Feliz é aquele que habita junto ao poço, e assim tem à mão abundantes e contínuas provisões! O Senhor tem sido um constante ajudador para outros: o Seu nome é El Shaddai, Deus Todo-Poderoso. Os nossos corações têm tido frequentemente relações muito deliciosas com Ele; e nEle, nós este dia vivemos, e nos movemos, e temos a nossa existência; permaneçamos, então, numa íntima comunhão com Ele. Senhor glorioso, constrange-nos para que nós nunca Te possamos deixar, mas que habitemos junto do poço do Deus vivo.




Tradução de Carlos António da Rocha

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