… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 18 de fevereiro de 2017

19 de fevereiro



William MacDonald
Um dia de cada vez
18 de fevereiro

“Não faria justiça o Juiz de toda a terra?” (Gn 18:25, ARC, Pt)

Há mistérios tão profundos na vida que não os podemos abarcar, mas podemos descansar, confiando que o Juiz de toda a terra é o Deus da justiça absoluta e infinita.


Por exemplo, persiste a questão do que acontece com os meninos que morrem antes de poderem confessar o Senhor. Mas, deve-nos bastar, sabendo que: “dos tais é o reino de Deus.” Queremos crer que estão seguros por meio do sangue de Jesus. Todavia, há outros a quem esta resposta não os deixa satisfeitos, mas todos devemos descansar, sabendo que tudo o que Deus faz, está bem feito.



Passaram já muitos séculos, desde que se começou a discutir pela primeira vez o problema da eleição e da predestinação. Escolhe Deus alguns para a salvação, sem que ao mesmo tempo escolha outros para serem condenados? Depois de tudo o que hão dito calvinistas e arminianos, podemos e devemos confiar por completo que em Deus não há injustiça.



E de novo nos topamos com a aparente injustiça de como frequentemente prospera o malvado enquanto que os justos vivem em grandes tribulações. Continua-se debatendo a respeito da sorte dos pagãos que nunca escutaram o Evangelho. Para os homens é uma quebra-cabeças interrogando-se por que Deus permitiu a entrada do pecado. Uma e outra vez ficamos mudos ante as tragédias causadas pela pobreza e pela fome e pelos horríveis danos físicos e mentais que as pessoas padecem. A dúvida murmura continuamente nos nossos ouvidos: “Se Deus controla todas as coisas, por que permite tudo isto?”



Mas a fé responde: “Espera até que se escreva o último capítulo. Deus ainda não cometeu o Seu primeiro erro. Quando formos capazes de ver as coisas de uma perspectiva mais clara, dar-nos-emos conta de que o Juiz de toda a Terra tem feito o que é justo.”



Deus escreve com muito grandes caracteres
Para que a nossa pobre e curta vista entenda;
Não captamos mais do que ténues pinceladas
E procuramos sondar todo o mistério
Da vida e da morte, de murchas esperanças,
Da guerra interminável, de inúteis contendas,
Mas lá, com alcance mais claro e mais preciso,
Descobriremos isto: O Seu proceder era o correto.

John Oxenham


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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