… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

2 de fevereiro



C. H. Spurgeon

Leituras Vespertinas

2 de fevereiro

“Porém estas coisas já são antigas.” (1Cr 4:22, ARC, Pt)

CONTUDO, não tão antigas como aquelas coisas preciosas que são o deleite das nossas almas. Voltemos por um momento para contá-las, para as conferirmos como o avarento conta as suas moedas de ouro. A soberana eleição do Pai, pela qual Ele nos escolheu para a vida eterna antes que a Terra existisse, é um assunto da remota antiguidade, já que nenhuma data pode ser atribuída a este fato pela mente humana. Fomos escolhidos desde antes da fundação do mundo. O amor eterno acompanhou a eleição, pois não fomos apartados por um simples ato da vontade divina, mas porque o amor de Deus interveio. O Pai amou-nos desde o princípio. Aqui temos um tema para meditação diária. O propósito eterno de nos redimir da nossa prognosticada ruína, de nos purificar, de nos santificar e, por fim, de nos glorificar é assunto de infinita antiguidade e corre lado a lado com o amor imutável e a soberania absoluta. O pacto é sempre descrito como eterno, e Jesus, a segunda parte desse pacto, tem “as Suas origens desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.” Ele assumiu nas Suas mãos a nossa sagrada fiança muito antes de que os primeiros astros começassem a brilhar, e foi nEle que os escolhidos foram ordenados para a vida eterna. Assim, nos propósitos divinos, foi estabelecido entre o Filho de Deus e o Seu povo eleito um pacto de união muito bendito, que permanecerá como o fundamento da segurança dele quando o tempo não exista mais. Não é bom estarmos ocupados com estas coisas antigas? Não é vergonhoso que sejam tão esquecidas e até desprezadas pela maioria dos crentes? Se eles conhecessem mais dos seus próprios pecados, não estariam mais dispostos a adorar esta eminente graça? Admiremos e adoremos igualmente esta noite o nosso Deus enquanto cantamos:



"Um monumento de graça,

Um pecador salvo pelo sangue;

As correntes de amor eu segui

Até ao Manancial, Deus;

E no Seu seio sagrado vi

Pensamentos eternos de Amor para mim."




Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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