… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

22 de fevereiro


William MacDonald
Um dia de cada vez

22 de fevereiro

“Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério.”(Ef 4:12, ARC, Pt)

Aqui temos toda uma revolução cheia de visão para o futuro! Os dons que se mencionam em Efésios 4 são dados para aperfeiçoar os santos para a obra do ministério. Assim que os santos possam exercê-lo, o dom podia avançar.

Isto quer dizer que o êxito na obra cristã consiste em realizar o trabalho no tempo mais curto possível. Depois há que procurar novos mundos para conquistar.


Assim o fez Paulo. Por exemplo, foi a Tessalónica, pregou aos judeus por três sábados e deixou atrás de si uma congregação funcionando. Paulo bateu o recorde no que respeita à velocidade com a qual estabeleceu esta obra e não há dúvida de que se tratou de uma excepção. O tempo mais demorado que Paulo passou pregando num lugar, ao que parece, foi de dois anos; isto aconteceu em Éfeso.



Deus não dispôs que os Seu santos dependam perpetuamente de qualquer dos dons mencionados. Os dons são prescindíveis. Se os santos passassem o tempo escutando sermões somente, nunca se comprometeriam na obra do serviço, nem se desenvolveriam espiritualmente o suficiente e o mundo não poderia ser evangelizado da maneira como Deus o tem proposto.



William Dillon dizia que um missionário estrangeiro de êxito jamais tem um sucessor estrangeiro. Isto é verdade também no que respeita aos obreiros na sua terra natal, quando a tarefa de um obreiro chega ao seu fim, os santos devem tomar o seu lugar e não começar a procurar outro pregador.



Com muita frequência, nós, os pregadores vemos o nosso cargo e função como algo para toda a vida. Pensamos que ninguém poderia fazer a obra tão bem como nós. Justificamos a nossa permanência porque imaginamos que se partíssemos a comunidade se desalentaria e decairia. Queixamo-nos de que outros não podem fazer as coisas como se deve e que não são de confiar. Mas, o facto é que devem aprender e para isso ter-se-á que dar-lhes a oportunidade. Temos de treiná-los, delegar-lhes responsabilidades e depois avaliar o progresso.



Quando os santos chegam ao ponto onde crêem que podem continuar sem a ajuda de um pregador especial ou de professor especial, não há razão para estar mal-humorados ou guardar ressentimento. Pelo contrário, deve ser motivo de celebração. O obreiro fica em liberdade para ir aonde mais necessitem dele.



Não está bem que a obra de Deus se construa e dependa permanentemente de um homem, não importa quão dotado ele esteja para o ministério. A sua meta principal deve ser multiplicar a sua eficácia, edificando os santos, até onde já não necessitam dele. Num mundo como o nosso onde há tantos lugares nos quais a presença dele é importante, é imperativo que continue trabalhando na obra do Senhor e para a glória dEle.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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