… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

23 de fevereiro


William MacDonald
Um dia de cada vez
23 de fevereiro

“O sábio ouvirá e crescerá em conhecimento.” (Pv 1:5, ARC, Pt)

De acordo com o livro de Provérbios, a diferença essencial entre o sábio e o néscio é que o sábio escuta e o néscio não.


Não se trata da capacidade mental do néscio, já que pode ter uma habilidade intelectual extraordinária. O problema consiste em que não se lhe pode dizer nada. Trabalha sob a ilusão fatal de que o seu conhecimento é infinito e os seus juízos, infalíveis. Se os seus amigos se encarregam de o aconselhar, recebem, em troca o seu desdém. Observam, como tenta escapar dos resultados inevitáveis das suas acções pecaminosas e estúpidas, mas vêm com pessimismo que não pode afastar –se do fracasso. O néscio vai de uma crise para outra: As suas finanças são um desastre. A sua vida pessoal balança. Os seus negócios estão à beira da ruína. Mas ele argumenta que é a vítima de uma má jogada da vida. Nunca lhe ocorreu pensar que ele é o seu próprio inimigo. É generoso quando aconselha os demais, mas é incapaz de governar a sua própria vida. Além disso, é um tagarela compulsivo que discorre sem parar com o aprumo de um oráculo.


O sábio é feito de melhor material. Dá-se conta de que os cabos mentais de cada um foram cruzados de alguma maneira pela Queda. Sabe que os demais podem ver aspectos de um problema que lhe passou desapercebido. Está disposto a reconhecer que a sua memória às vezes pode falhar. O sábio é alguém que se deixa ensinar e dá as boas-vindas a qualquer conselho que o ajude a tomar decisões correctas. Mais de uma vez solicita o conselho de outros porque sabe que: “na multidão de conselhos há segurança” (Pv. 11:14, ACF, Pt). Como qualquer outro, algumas vezes equivoca-se. Mas tem a virtude de aprender com os seus erros e fazer de cada fracasso um trampolim que o leve ao triunfo. Mostra-se agradecido quando merece repreensão e está disposto a dizer: “Equivoquei-me! Sinto muito! Perdoem-me por favor!” Os filhos sábios submetem-se à disciplina dos pais; os néscios rebelam-se. Os jovens sábios obedecem aos preceitos escriturais referidos para a pureza moral; os néscios fazem o que querem. Os adultos sábios julgam todas as coisas pensando se estas agradam ao Senhor; os néscios actuam de acordo com os seus caprichos.

É assim que o sábio chega a ser mais sábio e os néscios fracassam na rocha da sua própria loucura.





Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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