… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

24 de fevereiro

Oswald Chambers
My Utmost for His Highest
24 de fevereiro O DELEITE DO SACRIFÍCIO

Eu, de muito boa vontade, gastarei, e me deixarei gastar, pelas vossas almas ...” (2Co 12:15, Pt)

Logo que “o Espírito Santo tem derramado o amor de Deus nos nossos corações,” começamos a identificar-nos conscientemente com os interesses e propósitos de Jesus Cristo para a vida de outras pessoas (Rm 5:5). E Jesus está interessado em cada pessoa de forma individual. No serviço cristão não temos direito a deixar-nos guiar pelos nossos próprios interesses e desejos. De facto, esta é uma das maiores provas para a nossa relação com Jesus Cristo. O deleite do sacrifício é que eu dou a minha vida pelo meu Amigo Jesus (ver Jo 15:13). Não que eu a despreze, mas que voluntária e intencionalmente a apresento e a ponho à disposição dEle e dos Seus interesses nas outras pessoas. E não o faço por um interesse ou por uma causa pessoal. Paulo consumiu a sua vida com um único propósito: poder ganhar almas para Jesus Cristo. Paulo sempre atraiu as pessoas para o seu Senhor, nunca para si mesmo. Ele disse: “Fiz-me tudo para todos, para, por todos os meios, chegar a salvar alguns” (1Co 9:22).



Quando alguém pensa que para desenvolver uma vida santa tem de estar sempre a sós com Deus, que já não pode ser de nenhuma utilidade para as outras pessoas, é como se ele se colocasse num pedestal e se isolasse do resto da sociedade. Paulo foi uma pessoa santa, mas para onde quer que ia sempre permitia que Jesus Cristo utilizasse sua vida. Muitos de nós estamos apenas interessados nos nossos próprios fins e por esta razão Jesus não pode usar-nos. Mas se estamos totalmente submetidos a Ele, não temos propósitos pessoais para cumprir. Paulo disse que sabia ser um “capacho” sem se ressentir por isso, porque a motivação da sua vida era a devoção a Jesus. A nossa tendência é para consagrar-nos, não a Jesus Cristo, mas às coisas que nos permitem mais liberdade espiritual que a que concede a completa submissão a Ele. De qualquer modo, essa não era a motivação de Paulo. De facto ele declarou: “Porque, eu mesmo poderia desejar ser separado de Cristo, por amor dos meus irmãos ...” (Rm 9:3). Paulo tinha perdido a sua capacidade para raciocinar? É óbvio que não! Para alguém que está apaixonado falar assim não é um exagero. E Paulo estava apaixonado por Jesus Cristo.


Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: