… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 25 de fevereiro de 2017

25 de fevereiro



William MacDonald
Um dia de cada vez

25 de fevereiro
“Seja-vos feito segundo a vossa fé.” (Mt 9:29, ARC, Pt)

Quando Jesus perguntou aos dois cegos se acreditavam que Ele era capaz de lhes dar a vista, responderam que sim. Quando lhes tocou os olhos disse: “Seja-vos feito segundo a vossa fé”, e os seus olhos abriram-se.



Seria fácil deduzir disto que se tão somente tivéssemos suficiente fé poderíamos conseguir o que quiséssemos, riqueza, saúde ou o que fora. Mas este não é o caso. A fé deve apoiar-se sobre a Palavra do Senhor, numa das Suas promessas ou nalgum mandamento da Escritura. De outro modo essa “fé” não é mais do que vãs ilusões.



O nosso versículo ensina-nos que no grau em que nos apropriamos das promessas de Deus depende da medida da nossa fé. Depois de prometer ao rei Joás que obteria a vitória sobre os Sírios, Eliseu disse-lhe que golpeasse a terra com as suas flechas. Joás golpeou-a três vezes, e deteve-se. Então Eliseu zangou-se com ele e anunciou-lhe que o rei teria somente três vitórias sobre a Síria enquanto que poderia ter tido cinco ou seis (2Rs 13:14-19). A medida da sua vitória dependeu da sua fé.



Assim é a vida do discipulado. Somos chamados para caminhar pela fé, abandonando tudo. Somos proibidos de amontoar tesouros na Terra. Até onde temos conseguido obedecer a estes mandamentos? Temo –nos despojado do seguro de vida, do seguro de saúde, das contas bancárias das economias, dos bónus e das acções? A resposta é: “ Seja-vos feito segundo a vossa fé.” Se tens fé para dizer: “Trabalharei arduamente para suprir as minhas necessidades e as de minha família, mas porei a obra do Senhor acima de todas estas coisas e confiarei em Deus para o futuro”, então podes estar absolutamente seguro de que o Senhor cuidará do teu futuro. Ele há dito que O fará e a Sua Palavra não pode falhar. Se, por outro lado, estimamos que devemos exercer a “prudência humana” e prover-nos de toda a coisa necessária, de qualquer modo, Deus ainda nos amará e nos usará segundo a medida da nossa fé.



A vida da fé é como as águas que fluem do Templo em Ezequiel 47. Podes entrar até aos tornozelos, até aos joelhos, até ao peito, ou melhor ainda, submergir todo o corpo nelas.



As maiores bênçãos de Deus são para aqueles que confiam totalmente nEle. Uma vez que temos comprovado a Sua fidelidade e suficiência, desejaremos desfazer-nos das muletas, das ajudas e dos travesseiros do “sentido comum”, ou como alguém disse: “Uma vez que caminhas sobre as águas nunca mais quererás subir de novo para a barca.”




Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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