… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

28 de fevereiro



William MacDonald
Um dia de cada vez

28 de fevereiro

“O SENHOR teu Deus os destruirá, e os derrubará de diante de ti; e tu os lançarás fora, e cedo os desfarás.” (Dt 9:3, ARC, Pt)

Em todos os modos de Deus proceder com a humanidade há uma interessante fusão do divino e do humano. Tomemos a Bíblia como exemplo. Nela se destacam o autor Divino e os autores humanos que escreveram movidos pelo Espírito Santo.



No referente à salvação, esta pertence ao Senhor de princípio ao fim. Não há nada que um homem possa fazer para ganhá-la ou merecê-la; porém, ele deve recebê-la pela fé. Deus elege indivíduos para a salvação, não obstante, estes têm de entrar pela porta estreita. Por esta razão Paulo escreve a Tito a respeito de: “a fé dos eleitos de Deus” (Tt 1:1).



Do ponto de vista divino somos “guardados pelo poder de Deus.” Todavia, também existe a parte humana: “mediante a fé” (1Pe 1:5). “Guardados pelo poder de Deus mediante a fé.”


Somente Deus pode fazer-me santo. Todavia, não me fará santo sem a minha cooperação. Devo acrescentar à minha fé, virtude, conhecimento, domínio próprio, paciência, piedade, afeto fraternal e amor (2Pe 1:5-7) e vestir-me de toda a armadura de Deus (Ef 6:13-18). Devo despojar-me do velho homem, vestir-me do novo homem (Ef 4:22-24) e andar no Espírito (Gl 5:16).



Encontramos a mescla do divino e do humano em toda a área do ministério cristão. Paulo planta, Apolos rega, mas Deus dá o crescimento (1Co 3:6).



No que respeita à liderança na igreja local, aprendemos que só Deus pode fazer de um homem um ancião. Paulo recordou aos anciãos de Éfeso que era o Espírito Santo quem os tinha feito bispos (At 20:28). Todavia, a vontade do homem está implicada: Deve desejar o bispado (1Tm 3:1).



Por último, no texto deste dia vemos que é Deus quem destrói os nossos inimigos, mas somos nós quem devemos lança-los fora e destrui-los. (Dt 9:3).



Para podermos chegar a ser cristãos equilibrados, devemos reconhecer esta fusão do divino e do humano. Devemos orar como se tudo dependesse de Deus, porém, trabalharmos como se tudo dependesse de nós. Alguns soldados estavam habituados a dizer em tempo de guerra: “Louvado seja Deus, e passa-me as munições”, ou, como alguém sugeriu: “Devemos orar por uma boa colheita e mantermos o alvião[i] na mão.” Dizemos de forma mais castiça: “a Deus rogando e com o maço[ii] dando.”





[i] s. m. instrumento usado na lavoura ou em trabalhos florestais, que serve ao mesmo tempo de enxada e de machado; picareta. (De etim. obsc.)
[ii] s. m. instrumento formado por um bloco de madeira dura, geralmente com a forma de paralelepípedo, encabado ao meio, para usos semelhantes aos do martelo; maça; malho; conjunto de coisas todas ligadas, a formar um volume, ou encerradas no mesmo invólucro. (De maça)

Notas e Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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