… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

3 de fevereiro

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
3 de fevereiro
“De maneira que, irmãos, somos devedores.” (Rm 8:12, ARC, Pt)

Como criaturas de Deus todos Lhe somos devedores. Devemos pois, obedecer-Lhe com todo o nosso corpo, com toda a nossa alma e com toda a nossa força. Por termos quebrantado os Seus mandamentos, como todos havemos feito, somos devedores à Sua justiça e devemos-Lhe uma soma tão incomensurável que nos é impossível pagá-la. Mas do Cristão pode dizer-se que não deve nada à justiça de Deus, porque Cristo pagou a dívida do Seu povo. Por esta razão o crente deve amar mais. Sou devedor à graça de Deus e à Sua clemente misericórdia; mas não à Sua justiça, pois Ele nunca me acusará de uma dívida que já foi paga. Cristo disse: “Está consumado!”, e com isto Ele quis dizer que tudo o que Seu povo devia, foi tirado para sempre do livro da lembrança. Cristo, até ao extremo, tem satisfeito inteiramente a justiça divina; a conta ficou saldada, a cédula foi cravada na cruz, o recibo foi entregue e nós não somos mais devedores à justiça de Deus. Mas então, porque não somos devedores para com o nosso Senhor nesse sentido, tornamo-nos dez vezes mais devedores de Deus do que nós haveríamos sido de outra maneira. Cristão, faz uma pausa e considera por um momento quão devedor és à soberania divina! Quanto deves ao Seu desinteressado amor, porquanto Ele deu o Seu próprio Filho para que morresse por ti. Considera quanto deves à Sua graça perdoadora que, até depois de dez mil afrontas, Ele ama-te tão infinitamente como sempre. Considera o que deves ao Seu poder, como te levantou da morte do pecado, como te tem guardado de cair, como tem preservado a tua vida espiritual e como, ainda que dez mil inimigos tenham cercado o teu caminho, fez-te capaz de andar por ele sem hesitações. Considera o que deves à Sua imutabilidade. Ainda que tu tenhas mudado dez mil vezes, Ele não mudou nem uma vez. Estás muito endividado para com os atributos de Deus. Tu mesmo deves-te a Deus e deves-Lhe tudo o que tens; rende-te como um sacrifício vivo, pois este é o teu culto racional.




Tradução de Carlos António da Rocha

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