… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 4 de fevereiro de 2017

4 de fevereiro



William MacDonald
Um dia de cada vez
4 de fevereiro

“Se eu dissesse: Falarei assim; eis que ofenderia a geração de teus filhos.” (Sl 73:15, ARC, Pt)

O salmista estava atravessando um tempo muito difícil. Via que o mau prosperava no mundo, enquanto que a sua própria vida era um pesadelo de problemas e de sofrimento. Começou a duvidar da justiça, do amor e da sabedoria de Deus. Parecia como se o Senhor recompensasse a maldade e castigasse a retidão.



Mas Asaf tomou uma nobre resolução. Determinou não divulgar as suas dúvidas para não fazer tropeçar os filhos de Deus.



Provavelmente a maioria de nós, em algumas ocasiões, temos dúvidas e perguntas. Especialmente quando a nossa paciência chega ao fim e tudo parece desmoronar-se ao nosso redor, é fácil pôr em dúvida a providência de Deus. O que devemos fazer?



Sem dúvida alguma, é sábio poder compartilhar as nossas dúvidas com alguém que está espiritualmente qualificado para nos aconselhar. Algumas vezes estamos tão aturdidos que não podemos ver a luz do outro lado do túnel, enquanto que há outros que a veem e podem-nos guiar para ela.


Como regra geral: “não duvidemos na escuridão do que nos foi revelado na luz.” Não devemos interpretar a Palavra de Deus à luz das circunstâncias, não importa quão desolados estejamos. Pelo contrário, devemos deixar que as Escrituras interpretem as circunstâncias e devemos estar seguros de que nada, nem ninguém pode frustrar os propósitos de Deus ou anular as Suas promessas.



Mas, sobretudo, não devemos andar daqui para acolá mostrando as nossas dúvidas. Existe o terrível perigo de fazer tropeçar aos pequeninos de Cristo, a respeito dos quais (Ele) disse: “Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar.” (Mt 18:6, ARC, Pt)



As nossas certezas são inumeráveis, e, as nossas dúvidas, se há alguma, são bem poucas. Compartilhemos as nossas certezas. Goethe dizia: “Dá-me o benefício das tuas convicções, se as tens, mas guarda as tuas dúvidas para ti, porque eu tenho bastante com as minhas.”


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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