… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 4 de fevereiro de 2017

4 de fevereiro



C. H. Spurgeon

Leituras Vespertinas

4 de fevereiro
“Refúgio do vingador do sangue.” (Js 20:3, ARC, Pt)

DIZ-SE que na terra de Canaan as cidades de refúgio estavam distribuídas de tal forma que qualquer pessoa podia chegar a alguma delas em meio-dia, no máximo. Assim também a palavra da nossa salvação está perto de nós. Jesus é um Salvador presente, e o caminho que conduz para Ele é curto. Esse caminho é apenas uma simples renúncia dos nossos méritos e a aceitação de Jesus para que seja o nosso tudo em tudo. Quanto aos caminhos que conduziam à cidade de refúgio, é-nos dito que eram rigorosamente preservados, todos os rios tinham pontes e cada obstáculo era removido, para que desta forma o homem que fugia pudesse achar um caminho fácil para a cidade. Uma vez por ano os anciãos percorriam os caminhos e observavam o seu estado, de modo que nada pudesse impedir a fuga de qualquer um, e pela demora, isso fosse causa da sua captura e da sua morte. Com quanta bondade as promessas do Evangelho removem do caminho as pedras de tropeço! Onde quer haja ramais e curvas há letreiros indicadores, com esta inscrição: “Para a cidade de refúgio!” Isto é uma figura do caminho para Jesus Cristo. Este caminho não é o caminho vago da Lei. Não é o caminho do obedece a isto ou aquilo e ao outro; não, é um caminho direto: “Crê e vive.” É um caminho tão firme que o que confia na sua justiça própria jamais o pode trilhar, mas, por outro lado é tão fácil que qualquer pecador que se reconheça como tal pode achar nele o seu caminho para o Céu. Assim que o homem alcançava os subúrbios da cidade já estava seguro; não era necessário que cruzasse as muralhas, pois os próprios subúrbios eram suficiente proteção. Aprende disto esta verdade: que se tu tão somente tocares na orla da veste de Cristo serás curado; se te prendes a Ele com “fé como um grão de mostarda,” estarás seguro.

“Um pouco de graça genuína assegura-nos
A morte de todos  os nossos pecados.”

Não percas tempo, não demores no caminho porque o vingador do sangue é ligeiro de pés; e pode ser que ele te esteja pisando os teus calcanhares nesta hora tranquila do cair da noite.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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