… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 5 de fevereiro de 2017

5 de fevereiro



C. H. Spurgeon

Leituras Vespertinas

5 de fevereiro

Naquele tempo, respondendo Jesus.” (Mt 11:25, ARC, Pt)

É este um modo singular de começar um versículo: “Naquele tempo respondeu Jesus.” Se observares o contexto não poderás ver sinais de que alguma pessoa Lhe tenha perguntado algo ou que Ele tenha estado conversando com alguém. Não obstante, está escrito: “Respondendo Jesus, disse: graças te dou, ó Pai.” Quando um homem responde, ele responde a uma pessoa que esteve falando com ele. Quem, pois, falou com Cristo? O Seu Pai. Se bem que não há indício disso; e isto deveria ensinar-nos que Jesus teve sempre constante comunhão com o Seu Pai, e que Deus falou com o Seu coração tantas vezes, tão continuamente que ela não era uma circunstância tão extraordinária para ser recordada. Conversar com Deus era o hábito e a vida de Jesus. Como Jesus era neste mundo, assim somos nós. Aprendamos, pois, a lição que esta simples declaração a respeito dEle nos ensina. Tenhamos, do mesmo modo, silenciosa comunhão com o Pai, de maneira que possamos responder-Lhe frequentemente, e ainda que o mundo não saiba a quem falamos, nós possamos responder àquela voz secreta, desconhecida para outros ouvidos, mas não para os nossos, que, abertos pelo Espírito de Deus, a reconhecem com júbilo. Deus tem-nos falado; falemos nós a Deus, para nos certificarmos de que Deus é veraz e fiel às Suas promessas, ou para confessarmos o pecado de que o Espírito Santo nos convenceu, ou para reconhecermos o perdão que a providência de Deus nos tem dado ou para expressarmos o nosso assentimento às grandes verdades que Deus o Espírito Santo declarou ao nosso entendimento. Que privilégio é ter íntima comunhão com o Pai dos nossos espíritos! É este um segredo oculto para o mundo, um regozijo no qual nem mesmo os amigos mais íntimos se intrometem. Se desejamos ouvir as confidências do amor de Deus, os nossos ouvidos devem estar limpos e dispostos para ouvir a Sua voz. Que neste mesmo anoitecer possam os nossos corações achar-se em tal condição, que quando Deus nos fale, nós, da mesma maneira como Jesus, possamos estar preparados para Lhe responder imediatamente.



Tradução de Carlos António da Rocha

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