… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

6 de fevereiro




C. H. Spurgeon

Leituras Vespertinas

6 de fevereiro
“Orai uns pelos outros.” (Tg 5:16, ARC, Pt)

COMO um estímulo animador para a oração intercessora, recorda que tal oração é a mais agradável aos ouvidos de Deus, porquanto a oração de Cristo é desse caráter. De todo o incenso que o nosso Grande Supremo sacerdote põe agora no incensário de ouro, não há um só grão para Si mesmo. A Sua intercessão deve ser a mais aceitável de todas as súplicas, e quanto mais semelhante à de Cristo seja a nossa oração, mais fragrante será. Assim, ainda que as petições por nós serão aceitas, as nossas intercessões por outros, por terem em si mesmas mais dos frutos do Espírito, mais amor, mais fé, mais afeto fraternal, serão pelos preciosos méritos de Jesus, a oblação mais agradável que poderíamos oferecer a Deus, a própria gordura (a parte melhor) do nosso sacrifício. Recorda, além disso, que a oração intercessora é extremamente eficaz. Que portentos obrou! A Palavra de Deus está cheia das Suas obras maravilhosas. Crente, tens nas tuas mãos um poderoso instrumento; usa-o bem, usa-o constantemente, usa-o com fé, e tu serás, com toda a certeza, um benfeitor dos teus irmãos. Quando tiveres audiência ante o Rei, fala-Lhe a favor dos membros do Seu corpo que sofrem. Quando te sentires favorecido com a graça de estar perto do Seu Trono e o Rei te diga: “Pede e Eu te darei o que desejas,” que as tuas petições se elevem não só em favor de ti mesmo, mas também de muitos que necessitam da Sua ajuda. Se tens graça em alguma medida e não és um intercessor, então essa graça é pequena como um grão de mostarda. Pois tu, é certo, tiveste graça suficiente para manter a boiar a tua alma, longe da areia movediça (assunto ou situação perigosa e traiçoeira); mas não tiveste graça em abundância, ou então terias levado no teu alegre barco uma pesada carga das necessidades de outros e terias trazido de parte do Senhor, para eles, ricas bênçãos que, sem a tua mediação, não teriam podido obter.

"Oh, deixa as minhas mãos esquecerem a sua habilidade,
A minha língua seja muda, fria, e ainda,
Este endurecido coração esquecido de bater,
Se eu esquecer o propiciatório!"


Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: