… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

20 de fevereiro



William MacDonald
Um dia de cada vez
20 de fevereiro
“Não comerei, até que tenha dito as minhas palavras.” (Gn 24:33, ARC, Pt)

Devemos ser como o servo de Abraão, que tinha um agudo sentido de urgência com relação à sua missão. Isto não significa que temos de correr em todas direções ao mesmo tempo, movidos por uma pressa nervosa. A ideia aqui é que temos de cumprir a tarefa que o Senhor nos atribuiu como um assunto de máxima prioridade, fazendo nossa a atitude expressa por Robert Frost:



Os bosques são deliciosos, para neles passearmos,

Mas tenho promessas para cumprir

E grande intervalo antes de ir deitar-me a descansar.



Amy Carmichael captou o espírito destas palavras e escreveu: “Os votos de Deus estão sobre mim. Não me deterei a brincar com as sombras ou arrancar as flores terrestres até que tenha terminado a minha obra e prestado contas.”



Noutro lugar ela escreveu:



Tão somente doze curtas horas;

Oh, Bom Pastor, Faz que em nós

Este sentido de urgência nunca morra,

Que junto a Ti procuremos ovelhas em cada colina.



Tem-se dito que Charles Simeon guardava um quadro de Henry Martyn no seu estúdio e por todos os lados em que caminhava pela casa, parecia que Martyn o olhava e lhe dizia: “Sê ardente, sê ardente; não percas o tempo, não percas o tempo.” E Simeon replicava-lhe: “Sim, serei ardente; serei ardente; não perderei o tempo, porque as almas perecem e Jesus deve ser glorificado.”



Escutai a urgência nas palavras do intrépido apóstolo Paulo: “Mas uma coisa faço, ... prossigo para o alvo, pelo prémio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” (Fl 3:13–14, ARC, Pt)



O nosso bendito Salvador viveu também com um sentido de urgência, ouçamo-Lo dizer: “Importa, porém, que seja batizado com um certo batismo; e como me angustio até que venha a cumprir-se!”(Lc 12:50, ARC, Pt)



Não há qualquer desculpa para que os cristãos durmam com os remos nas mãos.





Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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