… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 14 de março de 2017

14 de março


Aos Pés Do Mestre
(At the Master’s feet),
Compilado por Audie G. Lewis
das obras de
C. H. Spurgeon
14 de março A TORMENTA INTERIOR

“E ele disse-lhes: Por que temeis, homens de pouca fé? Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança.” (Mt 8:26, ARC, Pt)

Os ventos bramavam, as águas rugiam e os discípulos pensaram que decerto o mar enfurecido tragaria a pequena embarcação, assim que despertaram o seu Mestre do sono do qual Ele tanto necessitava e gritaram-Lhe: «Senhor, salva-nos, que nos vamos afogar!» Sendo desperto porque havia perigo, Ele ocupou-Se primeiro com a causa principal do perigo, qual era? Não eram os ventos nem as ondas, mas, sim, a incredulidade dos discípulos. Há mais perigo para um Cristão na sua própria incredulidade do que nas circunstâncias mais adversas que o pudessem rodear.



Creio que me atrevo a dizer, ainda que com o Omnipotente tudo é possível, que era mais fácil para Cristo acalmar os ventos e as ondas do que aquietar a comoção que surgiu por causa das dúvidas nas mentes dos Seus discípulos; Ele podia trazer a bonança com mais rapidez à superfície do lago galileu que aos espíritos perturbados dos Seus apóstolos aterrorizados. O mental sempre supera o físico; o governo dos corações é maior que o governo dos ventos e das ondas. Assim quando tivermos que batalhar contra os problemas, comecemos sempre por nós mesmos: os nossos temores, a nossa falta de confiança, o nosso egoísmo e a nossa vontade própria, porque o perigo principal reside aí. Todos os problemas do mundo não te podem fazer tanto dano como a metade de um grão de incredulidade. Aquele que pela graça de Deus é capaz de dominar a sua própria alma, não precisa duvidar que também será senhor de qualquer coisa que se lhe oponha.





A Bíblia, do princípio ao fim, num ano Jo 19-21

 Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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