… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 15 de março de 2017

15 de março


William MacDonald
Um dia de cada vez
15 de março

“Porque, qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de Mim, perder a sua vida, a salvará.” (Lc 9:24, ARC, Pt)

Há, basicamente, duas atitudes que os crentes podem tomar em relação à nossa vida: Tratar de salvá-la ou perdê-la, acertadamente, por causa de Cristo.



O natural é procurar salvá-la. Podemos viver centrados em nós mesmos, tentando proteger-nos de inconveniências e esforços, procurando evitar ou amortecer todos os golpes que a vida nos possa dar. Podemos forrarmo-nos com seguros para nos guardamos de perdas e evitar toda a espécie de desconforto. A nossa casa converte-se numa propriedade privada com cartazes que dizem: “Proibida a entrada.” É só para a família, com uma amostra mínima de hospitalidade para os outros. Tomamos as decisões conforme vão afectar-nos. Se interromperem os nossos planos, ou nos requerem bastante trabalho ou gastos para com os outros, mostramos desaprovação. Inclinamo-nos a dedicarmos excessiva atenção à nossa saúde pessoal, rechaçando qualquer serviço que requeira passar uma noite em claro, contacto com a enfermidade ou a morte, para evitar qualquer risco físico. Também damos mais prioridade à aparência pessoal do que às necessidades dos que nos rodeiam. Resumindo, vivemos como os do mundo ao nosso redor, provendo para o corpo que, em poucos anos, será comido por vermes, se o Senhor não vier antes.



Ao tentar salvar a nossa vida, perdemo-la. Sofremos todas as misérias de uma existência egoísta e perdemos as bênçãos de viver para os outros.



A alternativa é a perder a nossa vida por causa de Cristo e convertê-la numa vida de serviço e sacrifício. Ainda que não nos arrisquemos desnecessariamente, nem procuremos o martírio, não deveremos separamo-nos do dever com o pretexto de que só se vive uma vez e há que aproveitá-lo. Há um sentido no qual podemos lançar fora a nossa alma e o nosso corpo pela causa de Deus e enterrá-los. Consideremos como nosso maior gozo gastarmo-nos e ser gastos para Ele. Abramos a nossa casa e ponhamos o nosso tempo e posses ao serviço daqueles que passam necessidade.



Ao gastarmos deste modo a nossa vida para Cristo e para os outros, encontraremos vida verdadeira. Ao perder as nossas vidas, o que fazemos é salvá-las.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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