… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 15 de março de 2017

15 de março



C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas

15 de março

“Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus.” (2Tm 2:1, ARC, Pt)

CRISTO tem, em Si mesmo, graça sem medida, porém Ele não a retém para Si. Assim como o reservatório despeja o seu conteúdo nas garrafas, assim também Cristo verte a Sua graça sobre o Seu povo. “E todos nós recebemos também da Sua plenitude, com graça sobre graça.” Ele parecer ter apenas como fim o ministrar-nos. Ele assemelha-se à fonte, sempre fluindo, mas que corre apenas para encher os cântaros vazios e aos lábios sequiosos que se aproximam à noite dela. Como uma árvore, Cristo, produz frutos doces, não para que estejam pendurados nos ramos, mas para que sejam colhidos por aqueles que deles necessitam. A graça, quer a sua obra seja perdoar, purificar, preservar, fortalecer, iluminar, despertar ou restaurar, sempre se obtém sem dinheiro e sem preço; também não há uma só obra de graça que Cristo não a tenha outorgado ao Seu povo. Assim como o sangue do corpo, ainda que ele tenha o seu ponto de partida no coração, pertence por igual a cada membro (do corpo), assim também os influxos da graça são a herança de cada santo que está unido ao Cordeiro; e nisto há entre Cristo e a Sua Igreja uma doce comunhão, porquanto ambos recebem a mesma graça. Cristo é a cabeça sobre a qual se derrama o azeite que depois desce até às orlas das suas vestimentas; de modo que o crente mais simples tem a unção do mesmo óleo custoso que foi derramado sobre a cabeça. Há, na verdade, real comunhão quando a seiva da graça corre da raiz até aos ramos, e quando é perceptível que a própria raiz está sustentada pela mesma substância que alimenta os ramos. À medida que, dia a dia, recebamos a graça de Jesus, e mais e mais reconheçamos que esta vem dEle, veremos Jesus em comunhão connosco e nós gozaremos da felicidade da comunhão com Ele. Façamos todos os dias uso das nossas riquezas e recorramos sempre a Ele, que é o nosso Senhor pelo pacto, tomando dEle todas as provisões que necessitamos, com a mesma liberdade com que os homens deitam a mão ao dinheiro dos seus próprios bolsos.





Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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