… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 15 de março de 2017

15 de março


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas

15 de março
“Ele a fez de todo o seu coração, e prosperou.” (2Cr 31:21, ARC, Pt)

ISTO não é um acontecimento extraordinário; é a norma geral do universo moral que as pessoas que fazem as suas obras de todo o coração prosperam, enquanto que é quase certo que fracassam as que executam os seus trabalhos, deixando detrás de si a metade dos seus corações. Deus não dá colheitas aos ociosos, excepto colheitas de cardos; nem Lhe agrada enviar riqueza aos que não cavam o campo para achar os Seus tesouros escondidos. É este um princípio admitido universalmente que a pessoa que quer prosperar deve ser diligente no seu trabalho. O mesmo se passa em religião assim como nas outras coisas. Se desejas prosperar na tua obra a favor de Jesus, que ela seja (para ti) uma obra de coração, e procura que a mesma seja realizada de todo o teu coração. Põe na religião tanta força, tanta energia, tanta sinceridade e tanta paixão como a que pões nas tuas actividades profissionais, porquanto a religião merece-as muito mais. O Espírito Santo ajuda as nossas fraquezas, porém Ele não encoraja a nossa ociosidade; Ele ama os crentes ativos. Quais são as pessoas mais úteis na Igreja Cristã? As pessoas que realizam “de todo o seu coração” as obras que empreendem a favor da causa de Deus. Quais são os professores da Escola Dominical que têm mais êxito? Os mais talentosos? Não; os mais zelosos; as pessoas cujos corações estão sobre o fogo, essas são as pessoas que vêem o seu Senhor cavalgar prosperamente na majestade da Sua salvação. A cordialidade mostra-se na perseverança; ao princípio, pode haver fracasso, porém, o operário diligente dirá: “Esta é a obra do Senhor; e ela deve ser feita; o meu Senhor ordenou-me que a fizesse, e com o Seu poder executá-la-ei.” Cristão, estás servindo o teu Senhor “de todo o teu coração”? Recorda o zelo de Jesus! Pensa que trabalho de coração era o Seu! Ele podia dizer: “O zelo da Tua casa me devorou.” Quando Ele suava grandes gotas de sangue, não era leve a carga que Ele carregava sobre os Seus benditos ombros; e quando Ele derramou o Seu coração, não era um esforço fraco o que Ele estava fazendo pela salvação do Seu povo. Jesus era fervoroso, e nós, somos mornos?


Tradução de Carlos António da Rocha

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