… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 16 de março de 2017

16 de março



William MacDonald 
Um dia de cada vez
16 de março

“Pois Eu vos digo que a qualquer que tiver ser-lhe-á dado, mas ao que não tiver, até o que tem lhe será tirado.” (Lc 19:26, ARC, Pt)

A palavra “tem” neste texto significa mais que mera posse. Inclui a ideia de obedecer ao que temos aprendido e de usar o que nos foi dado. Por outras palavras, não se refere somente ao que temos, mas ao que fazemos com o que temos.



Há aqui um grande princípio para nós. Na medida em que caminhamos à luz que temos recebido, Deus nos dá mais luz. O homem que mais progride na vida cristã é aquele que está determinado a fazer o que a Bíblia diz, apesar de ver que ninguém mais ao seu redor lhe obedece. Por outras palavras, não é um assunto de quociente de inteligência o que realmente serve, é o quociente de obediência. As Escrituras abrem os seus tesouros ao coração obediente. Bem diz Oséas: “Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR.” (Os 6:3, ARC, Pt) Quanto mais praticamos o que nos foi ensinado, muito mais o Senhor nos revelará. A informação mais a aplicação levam à multiplicação. Mas a informação sem aplicação conduz ao estancamento.



Este princípio também se aplica ao emprego dos nossos dons e talentos. O homem que com o seu talento ganhou outros dez talentos foi louvado pelo Senhor: “Bem, bom servo e fiel... sobre muito te porei.” E ao homem que com o seu talento ganhou outros cinco, também o Senhor lhe disse: “sobre muito te porei” (Mt 25:16-19).



Isto mostra-nos que quando cumprimos cabalmente com as nossas responsabilidades o Senhor nos recompensa com privilégios e responsabilidades ainda maiores. O homem que com o seu talento não fez nada, perdeu-o. De acordo com isto, aqueles que não querem utilizar o que possuem para o Senhor, perdê-lo-ão inevitavelmente. “Se não o usas, perde-lo.”



Quando deixamos de utilizar alguma parte do corpo, esta atrofia-se e danifica-se; o uso constante é essencial para que nos possamos desenvolver normalmente. O mesmo acontece com a vida espiritual. Se enterrarmos o nosso dom, ou por acanhamento, ou por preguiça, logo acharemos que Deus nos põe de lado e utilizará outros em nosso lugar.



Portanto, é da maior importância que obedeçamos aos preceitos da Escritura, reclamemos as suas promessas e lancemos mão de toda a capacidade que Deus nos deu.




Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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