… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 17 de março de 2017

17 de março



C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
17 de março

“Que nos lembrássemos dos pobres.” (Gl 2:10, ARC, Pt)

POR QUE permite Deus que tantos dos Seus filhos sejam pobres? Se Ele quisesse poderia enriquecê-los; Ele poderia pôr às suas portas bolsas de ouro; Ele poderia enviar-lhes uma avultada renda anual; ou, Ele poderia derramar, ao redor das suas casas, abundantes provisões, como quando Ele enviou codornizes em bandos ao acampamento de Israel. e derramou, abundantemente, pão do Céu, para os alimentar. O crente não tem necessariamente de ser pobre, a menos que Deus assim o permita, por ser mais conveniente. “O gado sobre milhares de montanhas” são Seus -Ele poderia dar-lhos; Ele poderia fazer com que o mais rico, o mais nobre e o mais poderoso levasse todo o Seu poder e toda a Sua riqueza aos pés dos Seus filhos, porquanto o coração de todos os homens está sob a Sua direção. Porém, Deus não determinou obrar assim; Ele permite que eles sofram necessidades e que definhem na penúria e na humilhação. Por que obra assim? Há várias razões: Uma delas é dar, aos que têm abundância, uma oportunidade de mostrar o seu amor por Jesus. Mostramos o nosso amor por Cristo quando Lhe cantamos e quando Lhe oramos; mas, se não houvesse filhos da necessidade no mundo, nós perderíamos o grato privilégio de evidenciar o nosso amor, dando aos Seus irmãos mais pobres; Ele ordenou-nos que mostrássemos desta forma que nosso amor não consiste só em palavras, “mas por obra e em verdade.” Se realmente amamos Cristo, cuidaremos dos que são amados por Ele. Aqueles a quem Ele ama, serão amados também por nós. Consideramos, não como um dever, mas como um privilégio, o socorrer os pobres do rebanho do Senhor, recordando estas palavras de Jesus: “Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes.” Sem dúvida esta declaração é suficientemente grata, e este motivo é suficientemente forte para nos induzir a ajudar os outros com mão generosa e coração amante, recordando que tudo o que façamos pelo Seu povo é graciosamente aceite por Cristo como (tendo sido; ou como sendo) feito a Ele mesmo.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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