… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 17 de março de 2017

17 de março



C. H. Spurgeon 
Leituras Vespertinas
17 de março


“Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.” (Mt 5:9, ARC, Pt)

É ESTA a sétima das bem-aventuranças: e o número sete era o número da perfeição entre os Hebreus. Talvez o Salvador colocasse o pacificador no sétimo lugar, porque este se parece mais com o homem perfeito em Cristo Jesus. O que deseje ter perfeita bem-aventurança, até onde esta possa ser gozada sobre a terra, deve alcançar esta sétima bem-aventurança e tornar-se um pacificador. Há também um significado na posição do versículo. O versículo que o precede fala da bem-aventurança dos “limpos de coração, porque eles verão a Deus.” É bom que entendamos que primeiro devemos ser “limpos” e depois “pacíficos.” A nossa índole pacífica não significa ter um pacto com o pecado ou tolerar o mal. Devemos pôr os nossos rostos como pederneiras contra tudo o que é contrário a Deus e a Sua santidade. Se a pureza está arraigada nas nossas almas, então podemos passar a ser pacificadores. Até o versículo que se segue parece ter sido posto ali com um propósito. Por mais que sejamos pacíficos neste mundo, seremos, não obstante, caluniados e mal compreendidos. E não é admiração nenhuma, porquanto até o Príncipe da Paz trouxe fogo sobre a Terra. Ele mesmo, ainda que tenha amado humanidade e não tenha feito maldade, foi “desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos.” Por essa razão, a fim de que os pacíficos de coração não se surpreendam quando se encontrarem com inimigos, diz-se no seguinte versículo: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.” Assim, os pacificadores, não são só declarados bem-aventurados, mas, eles, também são rodeados de bênçãos. Senhor, dá-nos graça para subirmos até esta sétima bem-aventurança! Purifica as nossas mentes para que possamos ser “primeiro puros, e depois pacíficos”, e fortifica as nossas almas para que a nossa índole pacífica não nos conduza à covardia e ao desespero quando por Tua causa somos perseguidos.




Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: