… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 19 de março de 2017

19 de março



William MacDonald
Um dia de cada vez
19 de março

“Amaldiçoai a Meroz, diz o anjo do Senhor, acremente amaldiçoai aos seus moradores; porquanto não vieram ao socorro do Senhor; ao socorro do Senhor, com os valorosos.” (Jz 5:23, ARC, Pt)


O Cântico de Débora dá conta de uma maldição pronunciada contra Meroz por não ir em ajuda do exército de Israel quando combatia contra os cananeus. A gente de Ruben também tem parte nesta palavra fulminante; tinham boas intenções, mas, nunca deixaram os seus apriscos. Galaad, Aser e Dan compartilham desta desonra por não terem intervindo.

Dante disse: “Os lugares mais quentes do Inferno estão reservados para aqueles que permanecem neutros em épocas de grande crise moral.”

Os mesmos sentimentos encontram eco no livro de Provérbios onde lemos: “Se tu deixares de livrar os que estão sendo levados para a morte, e aos que estão sendo levados para a matança; se disseres: Eis que não o sabemos; porventura não o considerará aquele que pondera os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? Não dará ele ao homem conforme a sua obra?” (Pv 24:11-12, ARC, Pt) Kidner comenta: “É o assalariado, não o verdadeiro pastor, que põe como pretexto as más condições (v. 10), a impossibilidade da tarefa (v. 11) e a desculpável ignorância (v. 12); mas o amor não se apazigua facilmente, como tampouco o Deus de amor”.

O que faríamos se uma grande onda de anti-semitismo varresse o nosso país, e o povo judeu fosse apinhado como manadas em campos de concentração, introduzido em câmaras de gás e logo lançado aos fornos? Arriscaríamos as nossas próprias vidas para lhes outorgar asilo?

Ou se alguns dos nossos companheiros cristãos fossem perseguidos e fosse um delito capital dar-lhes abrigo, dar-lhes-íamos as boas-vindas em nossas casas? O que faríamos?

Tomemos um caso menos dramático, mas, mais contemporâneo. Suponhamos que és o director de uma organização cristã onde um fiel empregado está sendo acusado injustamente para satisfazer o capricho de outro director que é rico e influente. Quando se realizasse a votação final, ficarias com as mãos cruzadas e permanecerias calado?

Suponhamos que tivéssemos feito parte do Sinédrio quando Jesus foi julgado ou na Cruz quando foi crucificado. Teríamos permanecido neutros ou ter-nos-íamos identificado com Ele?

“O silêncio nem sempre vale ouro; algumas vezes é tão só simples covardia.”




Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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