… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 19 de março de 2017

19 de março


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
19 de março

“E comeu, e se fartou, e ainda lhe sobejou.” (Rt 2:14, ARC, Pt)
SEMPRE QUE temos o privilégio de comer o pão que Jesus dá, sentimo-nos, como Rute, satisfeitos com o abundante e saboroso repasto. Quando Jesus é o hospedeiro nenhum convidado se levanta com fome da Sua mesa. A nossa cabeça está satisfeita com a preciosa verdade que Cristo revela; o nosso coração está contente com Jesus, como o totalmente gracioso objeto de afeição; a nossa esperança está satisfeita, porque, a quem temos no Céu senão a Jesus? O nosso desejo fica satisfeito, porque, o que podemos nós desejar mais do que “conhecer Cristo e sermos achados nEle”? Jesus enche a nossa consciência até ela ficar em perfeita paz; Ele enche o nosso juízo com a persuasão da certeza dos Seus ensinos; Ele enche a nossa memória, com as lembranças do que Ele tem feito e enche a nossa imaginação, com a esperança do que Ele tem ainda para fazer. Como Rute se “fartou, e ainda lhe sobejou”, assim acontece connosco. Absorvemos goles muito grandes; pensámos que podíamos ingerir tudo o que Cristo nos dá; porém, quando fizemos o que pudemos, tivemos de deixar um vasto resto. Sentamo-nos à mesa do amor do Senhor e dissemos: “Nada senão o Infinito poderá alguma vez satisfazer-me; sou um pecador tão grande que tenho de ter méritos infinitos para lavar os meus pecados e fazê-los desaparecer;” mas alcançámos o perdão dos nossos pecados e vimos que havia méritos de sobra. A nossa fome ficou satisfeita na festa do sagrado amor, e achámos que havia uma superabundância de alimento espiritual que sobrava. Há certas coisas óptimas na Palavra de Deus que ainda não desfrutámos e que estamos obrigados a deixar por algum tempo; porque somos semelhantes aos discípulos a quem Jesus disse: “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora.” Sim, há graças que não obtivemos, lugares de comunhão mais estreita com Cristo que não alcançamos e alturas de comunhão que os nossos pés não escalaram. Em cada banquete de amor há muitos cestos com pedaços sobejando. Magnifiquemos a liberalidade do nosso glorioso Boaz.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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