… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 21 de março de 2017

21 de março



C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas

21 de março

“Vós sereis dispersos, cada um para sua parte, e Me deixareis só.” (Jo 16:32, ARC, Pt)


POUCOS têm participação nos sofrimentos do Getesêmane. A maior parte dos discípulos não tinham progredido suficientemente na graça para que lhes fosse permitido contemplar os mistérios da “agonia.” Ocupados com a festa da Páscoa nas suas próprias casas, eles representam a muitos que vivem na letra, mas que são simples bebés quanto ao espírito do Evangelho. Só aos doze, ou melhor dizendo, aos onze, lhes tinha dado o privilégio de entrar no Getesêmane e contemplar “esta grande visão.” Dos onze, oito foram deixados a certa distância; estes tiveram participação, mas não daquela espécie íntima a que os homens muito amados são admitidos. Só três muito favorecidos puderam aproximar-se do véu das misteriosas aflições de nosso Senhor: dentro daquele véu nem mesmo estes devem entrar; têm de ficar à distância de um tiro de pedra. Jesus deve pisar o lagar sozinho, e nenhuma pessoa deve estar com ele. Pedro e os dois filhos do Zebedeu representam os poucos santos eminentes e experimentados, que podem ser registados como “Pais;” os quais tendo mercado nas grandes águas, podem em algum grau medir as ondas formidáveis do Atlântico da paixão do seu Redentor. A alguns espíritos seletos são dados, para o bem de outros, e com o fim de fortalecê-los para o futuro, especial e tremendos conflitos, a fim de que entrem no círculo mais íntimo e ouçam as intercessões do Supremo Sacerdote que sofre; Eles têm participação com Ele nos seus sofrimentos, e são feitos semelhantes à Sua morte. Contudo, nem mesmo estes podem penetrar nos lugares secretos da aflição do Salvador. “Os teus sofrimentos indescritíveis” é a notável expressão da liturgia grega; havia uma câmara secreta na dor do nosso Mestre que estava oculta do conhecimento e participação humanos. Ali Jesus é “deixado sozinho”. Neste caso Jesus foi mais que nunca um “dom inefável!” Não está Watts[1] certo, quando ele canta? -



“E todas as desconhecido alegrias que Ele dá,

Eram compradas com agonias desconhecidas.”


[1] Isaac Watts (17 de julho de 1674 – 25 de novembro de 1748) foi um poeta, pregador, teólogo, lógico e pedagogo inglês. É reconhecido como o “Pai do Hino Inglês”, porque ele foi o primeiro escritor de hinos profílico e popular inglês, creditado com quase 750 hinos. Muitos dos seus hinos permanecem ativos no uso hoje e têm sido traduzidos em várias línguas.

Nota e Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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