… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 23 de março de 2017

23 de março



William MacDonald
Um dia de cada vez
23 de março

“Porque não oferecerei ao SENHOR meu Deus holocaustos que não me custem nada.” (2Sm 24:24, ARC, Pt)

Quando foi indicado a David que oferecesse holocaustos onde o Senhor tinha detido a peste, Arauna apresentou-lhe imediatamente um presente que consistia num terreno, bois e lenha para o fogo. Porém, David insistiu em comprar estas coisas. Não ofereceria ao Senhor algo que nada lhe custasse.

Sabemos que chegar a ser cristão não custa nada, mas também deveríamos saber que uma vida de genuíno discipulado custa muito. A religião que não custa nada não vale nada.

Muito frequentemente o grau do nosso compromisso está determinado por considerações de conveniência, custo e comodidade. Sim, iremos à reunião de oração se não estamos cansados ou não temos dor de cabeça. Sim, ensinaremos na espécie bíblica sempre e quando esta não interrompa um fim de semana na montanha.

Põe-nos nervosos orar em público, dar um testemunho ou pregar o Evangelho, portanto, permanecemos em silêncio. Não temos desejos de trabalhar pregando entre os marginados e os de espécie baixa, por temor aos piolhos ou às moscas. Descartamos qualquer desejo de ir ao campo de missão por aversão às víboras ou às aranhas.

Frequentemente oferendamos somente gorjetas em lugar de sacrifícios. Oferendamos o que nos sobra, ao contrário daquela viúva que deu tudo. A nossa hospitalidade depende da importância dos gastos, dos incómodos e da desordem em nossas casas, ao contrário do ganhador de almas que dizia que cada tapete da sua casa estava manchada pelo vómito dos bêbados que recebia. A disponibilidade para as pessoas necessitadas termina quando nos metemos na nossa cama de água, ao contrário do pastor que estava disposto a levantar-se a qualquer momento para dar assistência espiritual ou material.

Com muita frequência quando Cristo nos chama, perguntamo-nos: “Como isto me beneficia?” ou “valerá a pena?” A pergunta deveria ser: “É esta uma oferenda que custa realmente?” Bem se disse: “Na vida espiritual é melhor dar que receber.”

Quando pensamos no que custou a nossa redenção ao Salvador, é bem miserável o retrocedermos ante o custo e o sacrifício realizado por Ele.




Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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