… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 23 de março de 2017

23 de março



C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
23 de março

“Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão.” (Lc 19:40, ARC, Pt)

MAS, poderiam as pedras clamar? Sem dúvida poderiam fazê-lo se Aquele que abriu a boca ao mudo lhes ordenasse que levantassem as suas vozes. Certamente, se elas falassem, teriam muito que atestar em louvor dAquele que as criou pela palavra de Seu poder; elas poderiam exaltar a sabedoria e o poder do seu Criador que as chamou à existência. Não falaremos nós bem dAquele que nos fez de novo e que das pedras levantou filhos a Abraão? As antigas rochas poderiam contar-nos do caos e da ordem e da obra de Deus nas sucessivas etapas do drama da criação; e nós não podemos falar dos mandamentos de Deus, da grande obra de Deus nos tempos antigos, em tudo o que Ele fez pela Sua Igreja nos dias passados? Se as pedras falassem poderiam falar do seu britador, como ele as tirou da pedreira e as dispôs para o templo, e não podemos nós falar do nosso glorioso Britador, que quebrou os nossos corações com o martelo da Sua palavra para que Ele pudesse edificar-nos no Seu templo? Se as pedras clamassem magnificariam o seu construtor, que as poliu e adaptou segundo a similitude de um palácio; e não falaremos nós do nosso Arquiteto e Construtor, que nos colocou no nosso lugar, no templo do Deus vivo? Se as pedras pudessem clamar teriam uma longa, longa história que contar a modo de memorial, porque muitas vezes uma grande pedra foi revolvida como um memorial diante do Senhor. E nós também podemos atestar dos Ebenezeres, pedras de ajuda, pilares de lembranças. Os britadores das pedras da lei clamam contra nós, mas Cristo, Ele mesmo, que revolveu a pedra da porta do sepulcro, fala por nós. Bem podem as pedras clamar, mas nós não o permitiremos: silenciaremos o seu clamor com o nosso; prorromperemos em cânticos sagrados e adoraremos a majestade do Altíssimo todos os nossos dias, glorificando Aquele que é chamado por Jacob o Pastor e a Rocha de Israel.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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