… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 24 de março de 2017

24 de março



C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
24 de março

“Naquela mesma hora, Se alegrou Jesus no Espírito Santo.” (Lc 10:21, ARC, Pt)

O Salvador era um “homem de dores”, porém, cada mente que pensa descobre que Ele no íntimo da sua alma Ele tinha um inesgotável tesouro de gozo refinado e celestial. Em toda a raça humana nunca houve um homem que tivesse uma paz mais profunda, mais pura ou mais permanente do que o nosso Senhor Jesus Cristo. “Ele foi ungido com óleo de alegria mais do que os Seus companheiros.” A Sua vasta benevolência deve ter-Lhe dado os mais profundos deleites possíveis, pela própria natureza das coisas, porque a benevolência é gozo. Há algumas ocasiões notáveis quando este gozo se manifesta espontaneamente. “Naquela mesma hora, Se alegrou Jesus no Espírito Santo e disse: Graças Te dou, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra.” Cristo teve os seus cânticos, ainda que trevas o rodeassem. Conquanto o Seu rosto estivesse desfigurado e o Seu semblante tivesse perdido o brilho da felicidade terrena, contudo, algumas vezes, ao pensar na “recompensa do galardão”, o Seu rosto iluminava-Se com um incomparável esplendor de satisfação sem paralelo, e elevava a Deus o Seu louvor no meio da congregação. Nisto, o Senhor Jesus é uma bendita representação da Sua igreja na Terra. Nesta hora, a igreja espera viver em concordância com o Seu Senhor ao longo de um caminho espinhoso; através de muita tribulação ela está forçando a sua marcha para a coroa. Levar a cruz é o seu encargo; e ser desprezada e ser considerada estranha pelos filhos de sua mãe é a sua sorte. E apesar de tudo, a igreja tem um profundo manancial de gozo, do qual ninguém pode beber a não ser os seus próprios filhos. Há depósitos de vinho, de azeite e cereais ocultos no meio da nossa Jerusalém, dos quais os santos de Deus são sempre alimentados e nutridos; e algumas vezes, como no caso do nosso Salvador, temos as nossas ocasiões de intenso deleite, porque “Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus”. Embora nós estejamos exilados, nós regozijamo-nos no nosso Rei; sim, nEle muito nos regozijamos, enquanto em Seu nome hasteamos as nossas bandeiras.

 Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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