… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 25 de março de 2017

25 de março


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
25 de março

“O Filho do Homem.” (Jo 3:13, ARC, Pt)

QUÃO constantemente o nosso Senhor usava o título, o “Filho do Homem”! Se Ele tivesse querido, Ele poderia sempre ter falado de Si mesmo como o Filho de Deus, o Pai Eterno, o Admirável, o Conselheiro, o Príncipe da Paz. Porém, olhai aqui a humildade de Jesus! Ele prefere chamar-Se a Si mesmo o Filho do Homem. Que nós aprendamos do nosso Salvador uma lição de humildade. Que nós jamais ambicionemos grandes títulos ou graus presunçosos. Há aqui, de qualquer maneira, um pensamento muito encantador. Jesus ama tanto a natureza humana que Ele Se deleita em honrá-la; e já que é uma alta honra, e, de facto, a maior dignidade da natureza humana é que Jesus seja o Filho do Homem, Jesus está habituado a exibir este nome, para que com ele possa prender –por assim dizer- estrelas régias no peito da natureza humana e mostrar o amor de Deus à semente de Abraão. Filho do Homem. Sempre que Ele pronuncia esta palavra Ele coloca uma auréola em volta da cabeça dos filhos de Adão. Contudo, há possivelmente ainda, um pensamento mais precioso. Jesus Cristo chama-Se a si mesmo o Filho do Homem para expressar a Sua unidade e simpatia para com o Seu povo. Assim Ele nos recorda que Ele é Alguém a Quem nos podemos aproximar sem receio como a um homem, nós podemos levar-Lhe todos as nossas dores e preocupações, porquanto Ele conhece-as por experiência. Porque Ele mesmo as sofreu como o “Filho do Homem” é poderoso para nos socorrer e para nos confortar. Salve, bendito Jesus! É para nós uma querida demonstração da Tua graça, da Tua humildade e do Teu amor que Tu sempre empregues o doce nome que manifesta que Tu és um irmão e um parente próximo.

“Oh vê como Jesus, Ele mesmo, confia
Até no nosso amor infantil,
Como se pelos Seus modos livres para connosco
Provasse o nosso fervor!

O Seu nome sagrado, uma palavra comum
Na Terra Ele gosta de ouvir;
Não há nenhuma majestade nele
Que amor não pode aproximar-se.”


 Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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