… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 26 de março de 2017

26 de março



William MacDonald 
Um dia de cada vez


26 de março

Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu.” (Jo 21:22, ARC, Pt)

O Senhor Jesus acabava de dizer a Pedro que ele viveria até chegar a ser ancião e que sofreria a morte do martírio. Imediatamente, Pedro olhou para João que os seguia, e perguntou numa voz alta se este receberia um tratamento de preferência. A resposta do Senhor foi: “Que te importa a ti? Segue-Me tu.”

A atitude de Pedro recorda-nos as palavras de Dag Hammarskjold: “Apesar de tudo, a tua amargura sai sempre a reluzir porque outros desfrutam daquilo que te foi negado a ti. Às vezes, esta amargura mantém-se oculta tão somente um par de dias. Contudo, ainda assim, continua sendo uma expressão da verdadeira amargura de morte, o facto de se permitir a outros que continuem vivendo.”

Se tomássemos a sério as palavras do Senhor, o povo cristão resolveria muitos dos problemas que agora o oprimem.

É fácil ressentir-se quando vemos que alguns prosperam mais do que nós. O Senhor permite-lhes ter casa nova, automóvel novo e até uma casita de campo perto do lago.

Outros, a quem poderíamos considerar menos devotos do que nós, têm boa saúde, enquanto que nós batalhamos com duas ou três enfermidades crónicas.

Aquela outra família tem filhos de bela presença que além disso sobressaem intelectualmente e nos desportos. Os nossos filhos são da variedade comum que cresce no jardim.

Vemos que outros crentes fazem coisas que nós não temos a liberdade de fazer. Ainda que estas coisas não são pecaminosas, sentimo-nos ofendidos pela sua liberdade.

Que lástima! Mas, há um certo zelo profissional entre alguns obreiros cristãos. Um pregador molesta-se porque outro é mais popular, tem mais amigos, é mais convidado, ou está mais exposto ao público. Outro está ferido porque os seus colegas utilizam métodos que ele não aprova.

A todas estas atitudes indignas, as palavras do Senhor chegam-nos com força contundente: “Que te importa a ti? Segue-Me tu.” Não nos incumbe a maneira como o Senhor trata com outros cristãos. A nossa responsabilidade é segui-Lo em qualquer caminho que nos tenha assinalado.





Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: