… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 26 de março de 2017

26 de março

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
26 de março

Jesus respondeu: Já vos disse que sou eu; se, pois, me buscais a mim, deixai ir estes.” (Jo 18:8, ARC, Pt)

OBSERVA, minha alma, o cuidado que Jesus manifestou para com as “ovelhas da Sua mão”, até na hora da Sua prova! O amor que o domina é forte na morte. Ele entrega-Se aos Seus inimigos, mas interpõe uma palavra de poder para libertar os Seus discípulos. Quanto a Si mesmo, como uma ovelha diante dos seus tosquiadores, emudeceu e não abriu a Sua boca, mas quanto aos Seus discípulos falou com grande energia. Aqui há amor, amor constante, generoso, fiel. Mas não há aqui muito mais do que o se vê à superfície? Não temos nestas palavras a própria alma e espírito da expiação? O Bom Pastor rende a Sua vida pelas ovelhas e intercede para que elas portanto fiquem livres. O Fiador está retido, e a justiça exige que aqueles por quem Ele Se entregou como substituto sigam o seu caminho. No meio da escravidão do Egito, aquela voz ressoa como uma palavra de poder: “Deixai ir estes.” O redimido deve fugir da escravidão do pecado e de Satã. Em cada cela dos calabouços de Desespero soa o eco: “Deixai ir estes”, e para fora saem Desalento e Temeroso. Satã ouve a bem conhecida voz e levanta o pé do pescoço do caído; e a Morte ouve-a e o sepulcro abre as suas portas para deixar que o morto ressuscite. O caminho deles é um caminho de progresso, de santidade, de triunfo e de glória, e nada ousará detê-los nele. “A corça da manhã” atraiu sobre si os caçadores cruéis, e agora os mais tímidos gamos e corças do campo podem pastar em perfeita paz entre os lírios dos seus amores. A nuvem tempestuosa descarregou-se sobre a Cruz do Calvário, e os peregrinos de Sião nunca serão castigados pelos raios da vingança. Vem, meu coração, regozija-te na imunidade que o Redentor te assegurou, e bendiz o Seu nome todo o dia e todos os dias.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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