… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 28 de março de 2017

28 de março




William MacDonald
Um dia de cada vez
28 de março

“Depois Amnon sentiu grande aversão por ela, pois maior era o ódio que sentiu por ela do que o amor com que a amara.” (2Sm 13:15, ARC, Pt)

Amnon ardia de paixão pela sua meia irmã Tamar. Ela era formosa, a sua beleza tinha despertado a cobiça dele, e “apaixonou-se”, isto é, estava carnalmente determinado a possui-la.



Ele sentia-se frustrado porque sabia que o que desejava fazer estava claramente proibido pela Lei de Deus. Mas o desejo consumia-o e nenhuma outra consideração lhe parecia importante. Assim que, um dia fingiu-se doente, convenceu-a a que entrasse na sua casa e violou-a. Esteve disposto a tudo sacrificar por aquele momento de paixão carnal.



Mas em seguida, o desejo tornou-se em ódio. Depois que egoistamente se aproveitou dela, desprezou-a e provavelmente desejou nunca havê-la visto. Ordenou que fosse expulsa do seu quarto e fechou a porta detrás dela.



Ao longo dos anos esta história tem-se repetido quase diariamente. Falam de “apaixonar-se”, mas é paixão carnal e egoísta. Na nossa aloucada sociedade, as normas morais na sua maior parte foram abandonadas. O sexo pré-matrimonial aceita-se como normal. Os casais vivem juntos sem a formalidade do matrimónio. A prostituição legaliza-se e a homossexualidade tem chegado a ser um estilo de vida aceitável.



Jovens e velhos, igualmente, vêem alguém que lhes agrada, e não há mais que falar! Não reconhecem outra lei. Não estão atados a nenhum tipo de coibição. Determinados a conseguir o que desejam, albergam qualquer pensamento bom ou mau, e concluem que não poderiam viver uma vida normal de alguma outra maneira. Assim, dão o passo decisivo, como fez Amnon, pensando ilusoriamente que só assim se realizam na vida.



Mas o que parece tão formoso prospectivamente, quando se vê retrospectivamente luz quase sempre horripilante. O sentimento de culpa está sempre presente, ainda que se negue com veemência. A perda mútua do respeito próprio é inevitável, conduz ao ressentimento, depois às disputas e mais tarde ao ódio. A pessoa que antes parecia tão indispensável agora resulta positivamente repulsiva. Dali, só há um curto passo para chegar aos golpes, aos litígios e até ao assassinato.



A concupiscência é um péssimo fundamento sobre o qual jamais poderá construir-se uma relação duradoura. Os homens ignoram voluntariamente o que a Lei de Deus afirma da pureza para seu próprio risco e destruição. Só a Graça de Deus pode trazer perdão, sanidade e restauração.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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