… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 28 de março de 2017

28 de março



C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
28 de março

“O amor de Cristo que excede todo o entendimento.” (Ef 3:19, ARC, Pt)

O amor de Cristo na sua graça, plenitude, grandeza e fidelidade excede a toda compreensão humana. Onde se achará uma linguagem que possa descrever o incomparável amor de Cristo para com os filhos dos homens? É tão vasto e ilimitado que assim como a andorinha, ao voar, só roça a água mas não se inunda nas suas profundidades, assim também toda a palavra descritiva do amor só toca a superfície, e as profundidades incomensuráveis ficam debaixo. Bem podia o poeta dizer,

“Oh amor, tu és abismo insondável!”

porque o amor de Cristo é deveras imenso e insondável; ninguém o pode medir. Antes que possamos ter uma ideia clara do amor de Jesus, temos de compreender a Sua glória anterior na Sua sublime majestade, e a Sua encarnação na Terra, na Sua profunda humildade. Mas quem nos pode contar a majestade de Cristo? Quando estava entronizado nos altos Céus era verdadeiro Deus de verdadeiro Deus; por Ele foram feitos os Céus e todas as suas hostes. O Seu próprio braço omnipotente sustenta os mundos; os louvores dos serafins e querubins circundam-No perpetuamente. Todo o coro das aleluias do universo fluíram sem cessar aos pés do Seu trono. Jesus reina supremo sobre todas suas criaturas, Deus sobre todos, bendito eternamente. Quem pode, então, explicar a sublimidade da Sua glória; e quem, por outro lado, pode dizer quão baixo Ele desceu? Ser homem foi alguma coisa, ser o homem das dores era muito mais; sangrar, morrer e sofrer foi muito para o que era o Filho de Deus; mas sofrer tal agonia incomparável, suportar uma morte de ignomínia e de abandono do Seu Pai, representa tal profundidade de condescendente amor que a mente mais inspirada não poderá jamais sondá-lo. Aqui há amor! E, verdadeiramente, é este um amor “que excede todo o entendimento.” Que este amor encha os nossos corações de gratidão reverente, e nos leve às práticas manifestações do seu poder.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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