… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 29 de março de 2017

29 de março



William MacDonald
Um dia de cada vez
29 de março

“Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.” (2Tm 2:4, ARC, Pt)

Já que o cristão foi alistado pelo Senhor, e está no serviço ativo para Ele, não deve enredar-se nos assuntos da vida diária. A ênfase está na palavra enredar-se. Não pode separar-se por completo do negócio no mundo, pois tem de trabalhar para prover o necessário para a sua família. É inevitável que exista uma certa participação nos assuntos de cada dia, de outra maneira teria que sair do mundo, como Paulo nos recorda isso em 1Co 5:10.



Mas não deve deixar-se enredar. Tem de guardar as suas prioridades no lugar adequado. Há ocasiões, inclusive em que as coisas que são boas em si mesmas podem chegar a ser inimigas do melhor.



William Kelly diz que: “enredar-se nos negócios da vida significa converter-se em seu sócio e implica uma renúncia a separar-se do mundo.”



Enredo-me quando me envolvo na política do mundo como meio para resolver os problemas do homem. Isso seria como se empregasse o meu tempo “arrumando cadeiras e mesas no Titanic.”



Enredo-me quando ponho mais ênfase no serviço social do que no Evangelho como um remédio para os males do mundo.

Enredo-me quando os negócios me dominam de tal maneira que dedico os meus melhores esforços a fazer dinheiro. Desta maneira, ao ganhar para viver, perco a minha vida.



Enredo-me quando o reino de Deus e a sua justiça já não têm o primeiro lugar na minha vida.



Enredo-me quando me absorvem certas coisas que são muito pequenas para um filho da eternidade, como as deficiências minerais do tomate e do berbigão, os hábitos dos antílopes de Wyoming durante o Verão, o conteúdo macrobiótico das camisetas de algodão, a reação dos corantes nas batatas fritas ou os movimentos pós rotacionais do olho da pomba. Estes estudos podem estar bem como um meio para ganhar o sustento, mas não são dignos da paixão de uma vida inteira.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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